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Propósito na Oração

Sobre a importunação e a oração que persevera

E. M. Bounds · 1835–1913

  • 13 capítulos
  • 2 h 54 min de leitura
  • Moderado Nível de leitura

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Deus molda o mundo pela oração

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Sobre este livro

Treze capítulos sem nome, cada um aberto com as palavras de um homem de oração — Gilmour da Mongólia, o Irmão Lourenço, Fletcher de Madeley — e, em seguida, Bounds insistindo num único ponto: que a oração é trabalho, e que a sensação de que um homem em oração não está fazendo nada é a mentira que esvazia o quarto de oração. Ele argumenta a partir das Escrituras e da vida de homens que oraram longamente, em favor de uma oração que continua pedindo. O mais citável de seus livros, e o menos sistemático.

Minha fé me leva a crer que a oração é eficaz, e certamente não se perde um dia passado pedindo a Deus que governe todos os acontecimentos para o bem. Ainda assim, há uma forte sensação de que, quando um homem está orando, não está fazendo nada, e essa sensação nos faz dar importância indevida ao trabalho, às vezes chegando a apressar a oração ou…
De Deus molda o mundo pela oração

Índice · 13 capítulos · 2 h 54 min de leitura

  1. 1 Deus molda o mundo pela oração 5 min
  2. 2 A oração muda o propósito de Deus 10 min
  3. 3 Não temos porque não pedimos 12 min
  4. 4 Homens que oravam com propósito 16 min
  5. 5 A oração é um ofício a ser aprendido 8 min
  6. 13 Cristo, nosso exemplo na oração 6 min

Perguntas e respostas

Sobre o que é Propósito na Oração?

É o argumento de E. M. Bounds de que a oração é trabalho — um labor deliberado e cheio de propósito, não um estado de espírito passivo. Ao longo de treze capítulos, cada um aberto com as palavras de um homem de oração, como Gilmour da Mongólia, o Irmão Lourenço ou Fletcher de Madeley, Bounds insiste num único ponto: a sensação de que um homem em oração não está fazendo nada é uma mentira, e a intercessão está entre as obras mais difíceis e mais importantes que um cristão pode realizar.

Qual é a tese central do livro?

Que a oração deve ser buscada com propósito — com intenção, determinação e esforço —, em vez de ficar entregue ao acaso ou ao sentimento. Bounds sustenta que a grande oração, como o grande trabalho, é deliberada: é planejada, recebe tempo e é levada adiante com toda a vontade. Os cristãos que realizam muito na oração são os que se dedicam a ela de propósito, não os que oram apenas quando se sentem movidos.

Por que Bounds insiste em que a oração é trabalho?

Porque ele quer derrubar a ideia de que a pessoa em oração está ociosa. A oração, argumenta ele, é um labor real — exigente, custoso e eficaz —, o esforço oculto por trás de todo serviço cristão frutífero. Tratá-la como fácil ou opcional é não a compreender; Bounds a coloca entre as coisas mais árduas e de maior consequência que um crente pode fazer.

Por que cada capítulo começa com um homem de oração?

Porque Bounds ensina tanto pelo exemplo quanto pelo argumento. Ao abrir cada capítulo com as palavras ou o testemunho de um conhecido homem de oração — um missionário, um místico, um santo —, ele fundamenta sua causa em vidas que a comprovaram, mostrando que os que mais realizaram para Deus foram os que se entregaram a uma oração cheia de propósito.

O que o livro diz sobre a perseverança?

Que a oração com propósito é oração perseverante — que um propósito firme mantém o crente orando em meio à demora, à aridez e ao desânimo até que a resposta venha. Bounds liga o propósito à importunação: quem decidiu orar não desiste facilmente, mas prossegue com intenção, e é essa oração constante e deliberada que prevalece.

Quem foi E. M. Bounds?

Um pastor metodista americano que se levantava antes do amanhecer para orar e dedicou sua pena a esse assunto pelo resto da vida. Seus livros sobre a oração, em grande parte publicados postumamente, estão entre os mais influentes já escritos sobre a intercessão, e Propósito na Oração é o seu apelo persistente para que a oração seja assumida como um trabalho sério e deliberado.

Para quem é este livro?

Para o cristão cuja vida de oração é irregular e sem planejamento, e que desconfia de que pouco resulta dela. Bounds escreve para convocar esse leitor ao propósito — a fazer da oração um alvo firme em vez de um impulso ocasional — e para convencê-lo de que esse trabalho oculto merece toda a sua determinação.

Por onde o leitor deve começar?

Pelo começo, seguindo os capítulos em ordem e deixando que os testemunhos que abrem cada um reforcem o argumento. Breve e estimulante, o livro pretende levar o leitor da intenção vaga ao propósito firme; por isso, é melhor lê-lo como uma convocação à ação — e depois pô-lo em prática numa vida de oração deliberada.

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Salomon van Ruysdael, “A Country Road” (1648). The Metropolitan Museum of Art, Open Access.

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Bounds, E. M. Propósito na Oração. Ochorus, https://ochorus.com/pt/books/purpose-in-prayer/.
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