O Próprio Jesus
Sobre este livro
“O Próprio Jesus” é uma exploração iluminadora da vida cristã à luz do Evangelho de Lucas. O livro revela a transformação dos discípulos, da dúvida à fé inabalável, destacando a necessidade de vencer a incredulidade para uma comunhão profunda com Jesus. Cheio de sabedoria espiritual, conduz o leitor a um relacionamento satisfatório com o seu Salvador, fazendo de Jesus o seu companheiro eterno.
As palavras a partir das quais desejo apresentar uma mensagem simples encontram-se no Evangelho segundo Lucas 24:31: "Então os olhos deles se abriram, e o reconheceram." Certa vez preguei um sermão tendo como texto as palavras "o próprio Jesus"; e, ao voltar para casa, disse aos que caminhavam comigo: "Como é possível ter o próprio Jesus conosco e nunca saber disso; e como é possível…
Índice
Perguntas e respostas
- De que trata O Próprio Jesus?
- É o estudo breve e caloroso de Andrew Murray sobre a presença do próprio Jesus como o segredo da vida cristã. Apoiando-se sobretudo no caminho de Emaús, onde «o próprio Jesus se aproximou», e na Sua promessa de despedida da Sua presença, Murray insiste numa só verdade: que aquilo de que o crente precisa acima de todo dom e bênção é a presença viva do próprio Senhor.
- Quem foi Andrew Murray?
- Um pastor sul-africano e um dos escritores devocionais da vida cristã mais profunda mais amados, autor de muitos livros breves sobre a oração e o permanecer em Cristo. O Próprio Jesus, publicado em 1893, pertence a essa mesma corrente: uma breve meditação sobre a presença pessoal de Jesus como o coração de tudo.
- Qual é a mensagem central do livro?
- Que não são meramente os dons, a ajuda ou o ensino de Cristo que o crente precisa, mas o próprio Jesus: a Sua presença viva e pessoal. Murray sustenta que muitos cristãos repousam em bênçãos ou experiências e perdem o Senhor que as dá; o segredo do gozo, da força e do repouso é ter o próprio Jesus, que se aproxima e permanece.
- Por que Murray se detém no caminho de Emaús?
- Porque ali, em Lucas 24, ardia o coração dos dois discípulos enquanto «o próprio Jesus se aproximou e caminhou com eles», ainda que ao princípio não O reconhecessem. Murray toma a cena como figura do cristão que está triste e em luta porque não reconhece que o próprio Jesus está perto, e do gozo que chega quando o Senhor se dá a conhecer.
- O que diz Murray sobre a incredulidade dos discípulos?
- Traça a sua passagem da dúvida e da tristeza à fé de coração ardente quando conheceram o Senhor, e apremia o leitor a vencer a incredulidade que mantém Jesus à distância. O obstáculo, no relato de Murray, não costuma ser que Jesus esteja ausente, mas que deixamos de contar com a Sua presença; a fé é o que abre os olhos para Ele.
- Como se relaciona isto com o ensino de Murray sobre o permanecer?
- Estreitamente: é outra faceta da mesma joia. Onde livros como Permanecei em Cristo e A Videira Verdadeira apremiam a permanecer em Cristo, O Próprio Jesus apremia a realidade da Sua presença pessoal connosco. Ambos afastam o crente de si mesmo e das meras bênçãos, para o Cristo vivo mesmo como todo o segredo da vida cristã.
- A quem será útil este livro?
- A todo cristão que sente que a sua fé se tornou coisa de deveres e doutrinas mais do que uma comunhão viva, e que anseia pelo sentido da proximidade de Cristo. Murray escreve com ternura para tais leitores, oferecendo-lhes não um novo esforço, mas uma pessoa — o próprio Jesus — como a resposta à sua necessidade.
- Por onde deve o leitor começar?
- Pelo princípio; o livro é muito breve — muitas vezes apenas dois discursos — e lê-se melhor devagar e em oração. Murray pensou-o não para informar, mas para levar o leitor a contar com a presença do próprio Jesus e a dar-lhe as boas-vindas, por isso é um livro para se encontrar com quietude antes que meramente para terminar.