Poder Através da Oração ·A Unção é uma Necessidade

Capítulo 14 · 4 min de leitura

Tradução por IA — aguardando revisão nativa

A Unção é uma Necessidade

Uma clara bênção que a oração particular faz descer sobre o ministério é um algo indescritível e inimitável — uma unção do Santo . . . . Se a unção que trazemos não vem do Senhor dos Exércitos, somos enganadores, pois somente na oração podemos obtê-la. Continuemos instantes, constantes, fervorosos na súplica. Deixa o teu velo estendido na eira da súplica até que esteja molhado do orvalho do céu.—Charles Haddon Spurgeon

ALEXANDER KNOX, um filósofo cristão dos dias de Wesley, não um adepto, mas um forte amigo pessoal de Wesley, e com muita simpatia espiritual pelo movimento wesleyano, escreve: “É estranho e lamentável, mas creio deveras ser um fato que, exceto entre os metodistas e o clero de tendência metodista, não há muita pregação interessante na Inglaterra. O clero, de modo geral, perdeu por completo essa arte. Há, segundo concebo, nas grandes leis do mundo moral, uma espécie de entendimento secreto — como as afinidades na química — entre a verdade religiosa retamente proclamada e os sentimentos mais profundos da mente humana. Onde uma é devidamente exibida, os outros responderão. Porventura não ardia em nós o nosso coração? — mas, para isso, o sentimento devoto é indispensável no orador. Ora, sou obrigado a declarar, por minha própria observação, que esta onction, como os franceses não sem propriedade a denominam, é, além de toda comparação, mais provável de se encontrar na Inglaterra num conventículo metodista do que numa igreja paroquial. Isto, e isto somente, parece ser realmente o que enche as casas metodistas e esvazia as igrejas. Não sou, deveras creio, nenhum fanático; sou um membro da igreja dos mais sinceros e cordiais, um humilde discípulo da escola de Hale e Boyle, de Burnet e Leighton. Ora, devo asseverar que, quando estive neste país, dois anos atrás, não ouvi um único pregador que me ensinasse como os meus próprios grandes mestres, senão os que são tidos por metodistas. E agora desespero de obter um átomo de instrução do coração de qualquer outra parte. Os pregadores metodistas (por mais que nem sempre eu aprove todas as suas expressões) sem dúvida difundem esta religião verdadeira e imaculada. Senti verdadeiro prazer no domingo passado. Posso testemunhar que o pregador de imediato falou palavras de verdade e de sobriedade. Não houve eloquência — o homem honesto jamais sonhou com tal coisa —, mas houve algo muito melhor: uma comunicação cordial da verdade vivificada. Digo vivificada porque, do que ele declarava aos outros, era impossível não sentir que ele mesmo disso vivia.”

Esta unção é a arte de pregar. O pregador que nunca teve esta unção nunca teve a arte de pregar. O pregador que perdeu esta unção perdeu a arte de pregar. Quaisquer outras artes que possa ter e conservar — a arte de compor sermões, a arte da eloquência, a arte do pensar grandioso e claro, a arte de agradar a uma audiência —, ele perdeu a arte divina de pregar. Esta unção torna a verdade de Deus poderosa e interessante, atrai e cativa, edifica, convence, salva.

Esta unção vivifica a verdade revelada de Deus, torna-a viva e vivificadora. Mesmo a verdade de Deus, falada sem esta unção, é leve, morta e mortificante. Por mais que transborde de verdade, por mais carregada de pensamento, por mais cintilante de retórica, por mais aguçada pela lógica, por mais poderosa pelo fervor, sem esta unção divina ela redunda em morte, e não em vida. O Sr. Spurgeon diz: “Pergunto-me quanto tempo poderíamos esquentar a cabeça antes de conseguirmos exprimir com clareza o que significa pregar com unção. Contudo, quem prega conhece a sua presença, e quem ouve logo percebe a sua ausência. Samaria, na fome, é figura de um discurso sem ela. Jerusalém, com o seu banquete de coisas gordas, cheias de tutano, pode representar um sermão por ela enriquecido. Todos sabem o que é o frescor da manhã, quando pérolas do oriente abundam em cada folha de relva; mas quem o pode descrever, e muito menos produzi-lo por si mesmo? Tal é o mistério da unção espiritual. Nós a conhecemos, mas não podemos dizer aos outros o que ela é. É tão fácil quanto tolo falsificá-la. A unção é algo que não se pode fabricar, e as suas imitações são piores que inúteis. Contudo, ela é, em si mesma, inestimável, e necessária além de toda medida, se quiseres edificar os crentes e trazer os pecadores a Cristo.”

Índice

Poder Através da Oração E. M. Bounds

Página 1 / 1 · 4 min restantes no capítulo