Texto
Atos 1:8; Atos 5:32
Em resumo
Ser testemunha, insiste Booth, não é defender uma tese, mas testemunhar o que se viu e se sentiu — e uma Igreja que deixou de testemunhar geralmente deixou de experimentar. Ela impele cada crente, instruído ou iletrado, ao mesmo dever singelo: contar o que o Senhor fez pela sua alma.
REPETIDAS vezes a mesma vocação e comissão é conferida aos apóstolos e aos discípulos. Até os confins da terra e até o fim dos tempos esta comissão desce a cada um dos que pertencem ao Senhor, pois Ele diz: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura; e eis que eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo." Isso nos abrange. E a cada discípulo que nos precedeu, ou que há de nos seguir, é prometida a sua Divina Presença nesta gloriosa obra de testemunhar por Ele.
Deus precisa de testemunhas neste mundo.
Por quê? Porque o mundo inteiro está em revolta contra Ele. O mundo se afastou de Deus. O mundo ignora a Deus, nega e contradiz o seu testemunho, entende mal o seu caráter, o seu governo e os seus propósitos, e enveredou por uma revolta e rebelião total e universal. Ora, se Deus há de manter algum domínio sobre o homem, e ter alguma influência sobre ele, precisa ser representado aqui embaixo. Não havia outro modo de fazê-lo. Se uma província deste reino estivesse em anarquia e rebelião, a menos que houvesse na província algumas pessoas cujo dever fosse representar a Rainha e o seu Governo, ela se perderia por completo e ficaria perdida para o reino para sempre. Assim, Deus precisa ser representado, e, louvado seja o seu nome, Ele teve as suas fiéis testemunhas desde o princípio até agora. Como diz o Apóstolo: "não se deixou a si mesmo sem testemunho." Desde os dias de Enoque, que andou com Deus, até esta presente hora, Deus sempre teve as suas verdadeiras e fiéis testemunhas. Nos piores tempos houve algumas luzes ardentes e resplandecentes. Às vezes poucas e distantes entre si, às vezes, como Noé, um único homem numa geração inteira de homens, testemunhando por Deus — mas ao menos uma houve. Deus não se deixou a si mesmo sem testemunho.
Mas Jesus Cristo, o Filho — o amado do Pai — foi Ele a grande testemunha. Ele veio especialmente para manifestar, para testemunhar e para revelar o Pai aos homens. Esta foi a sua grande obra. Ele não veio para testemunhar de si mesmo, mas de seu Pai, não para falar as suas próprias palavras, mas as palavras que o seu Pai lhe deu para falar. Ele veio para revelar Deus aos homens. Ele era a "Testemunha Fiel e Verdadeira." E quando teve de deixar o mundo e voltar para o seu Pai, então comissionou os seus discípulos para tomarem o seu lugar e serem as testemunhas de Deus na terra. E, oh! amigos, o verdadeiro povo de Deus são as suas únicas testemunhas. Ele não permite que os anjos — não sabemos por quê — testemunhem por Ele aqui. Ele chamou o homem para testemunhar por Ele, o seu povo, "Vós sereis minhas testemunhas."
Jesus "testemunhou a boa confissão," não foi? Ele testemunhou nobre, consistente e valentemente de seu Pai, e selou o seu testemunho com o seu sangue. O mundo o tratou como tem tratado a maior parte das fiéis testemunhas de Deus desde o princípio; perseguiu-o; matou-o, como faria a toda fiel testemunha de Deus — se Deus o permitisse — e ficaria sem uma única luz espiritual: pois o espírito que opera nos filhos da desobediência tem um ódio eterno e diabólico de todo verdadeiro, vivo e espiritual filho de Deus. Odeia-o como odiou o próprio Filho, e não é por falta de empenho do Diabo que ele não extingue e extermina toda testemunha dessas. É porque Deus não o permite, mas nos sustém, nos guarda, nos salva, apesar dele.
O Senhor comissionou, então, os seus discípulos para serem as suas testemunhas, e disse — oh! palavras belíssimas, e contudo, quanto encerram que poucos entendem." Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo." Assim mesmo: como tu me enviaste para ser o teu representante no mundo, para me gastar e ser gasto por ti, e derramar o meu sangue por ti, se necessário, assim eu os envio; e assim Ele de fato os enviou, e tiveram exatamente a mesma sorte que o seu Mestre, e muitos deles exatamente o mesmo fim. Mas eram fiéis testemunhas, e avançaram e testemunharam por toda parte, aos judeus e aos gentios, no Templo e na Praça do Mercado, à beira do caminho e pelas estradas e cercas — foram e testemunharam deste Salvador, e imputaram aos judeus ímpios a sua crucificação, e Deus acompanhou o seu testemunho pelo Espírito, e milhares e milhares se converteram — voltaram-se da sua rebelião para Deus.
Ora, o fato de que testemunhar é necessário mostra que há uma controvérsia em curso no mundo quanto às coisas e às reivindicações de Deus — que há dois lados nisto. A grande massa da humanidade diz que a verdade de Deus é mentira. Diz isso praticamente, ainda que não o diga em palavras; e muitos milhares deles, ai!, também o dizem em palavras. Muitos negam a sua própria existência, e dizem que não há nem Céu nem Inferno — que Jesus Cristo foi um mero homem — que a religião é um mito, e que não existe tal coisa como o conhecimento do perdão dos pecados — que este testemunhar é uma grande ilusão da imaginação, e nada mais.
Ora, Cristo chama o seu povo para ir e ser testemunha destes fatos. As testemunhas, como sabeis, devem lidar com fatos, não com teorias — não com o que meramente pensam, ou supõem, ou ouviram, mas com o que sabem. Ora, Deus quer que o seu povo testemunhe de fatos — de algo que foi feito, e está sendo feito — algo que é e continua a ser fato.
E Ele quer que sejamos BOAS testemunhas, também. Oh! quanto depende do caráter de uma testemunha, mesmo num tribunal terreno. Se puderes lançar uma sombra sobre o caráter ou a veracidade de uma testemunha, abalas o seu testemunho e lhe tiras o valor. Oh! quão importante é que as testemunhas de Cristo sejam boas testemunhas — isto é, que representem justa e verdadeiramente a Ele e à sua verdade — pois, se o representam mal, alguém certamente será condenado pela sua inconsistência — e, quão terrível é ter o sangue de almas sobre as nossas vestes! Representar mal um homem, ou uma mulher, ou uma criança, já é bastante ruim, mas representar mal a Deus! — mostrar uma caricatura da religião de Jesus Cristo! — viver uma vida errada e ainda professar ser cristão, dizendo às pessoas, praticamente: "Olhai para mim, para o modo como vivo e ajo — O QUE EU SOU — esta é a religião de Jesus Cristo." Eu digo que a tal homem seria muito melhor que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse afogado nas profundezas do mar. Ali, então, haveria fim para o seu mal; mas uma falsa testemunha em favor de Jesus Cristo é o mais nocivo traidor sobre a face da terra. Faz mais dano do que mil falsas testemunhas hostis contra Ele. Oh! meus amigos, sede boas testemunhas de Jesus Cristo. Quanto mais se supõe que uma testemunha saiba da verdade que testemunha, maior a sua responsabilidade. Oh! que um ministro seja má testemunha, como alguns dos profetas de outrora foram. Vede as coisas terríveis que Deus diz acerca daqueles que conduzem o seu povo à vala, cuidando mais da lã do que das ovelhas — terrível! Que uma mãe seja má testemunha em sua família, e leve os seus filhinhos, agarrados às suas vestes, até bem à beira do abismo! Que um patrão seja má testemunha — professe ser cristão, e seja má testemunha diante dos seus empregados; que um professor de escola dominical seja má, inconsistente e falsa testemunha de Jesus Cristo em sua classe; que membros de igrejas cristãs sejam más testemunhas uns para com os outros, e para com o mundo; quem poderá dizer os resultados terríveis? Oh! é este testemunhar inconsistente que rebaixou e rebaixou o padrão do cristianismo prático até não nos restar padrão algum — até os marcos ficarem tão apagados que não há nenhum a ser visto.
FIÉIS testemunhas! Ele quer que sejamos fiéis testemunhas.
Quero apontar uma ou duas qualificações de uma fiel Testemunha, e, oh, que o Espírito Santo nos ajude.
A primeira qualificação, então, de uma fiel testemunha, é um conhecimento pessoal dos fatos que testemunha. Se uma testemunha num tribunal de justiça começa a falar do que pensa, sente e crê, "Oh! silêncio, silêncio," diz o juiz, "não podemos aceitar isso; queremos saber o que VÓS SABEIS — o que vistes, ouvistes e sentistes deste caso;" e é este o tipo de testemunhas que Jesus Cristo quer, que podem levantar-se e dizer: "EU SEI!" O tipo de testemunha que foi São Paulo, que podia olhar o seu juiz de frente e dizer: "Quisera eu que fosses inteiramente tal qual eu sou, salvo estas cadeias." Que homem impudente ele deve ter sido, se não fosse um homem santificado. Que supremo egoísta! Essas são o tipo de testemunhas. Como Agripa deve ter-se sentido, naquele instante. Como se inverteram os papéis. "Oh! fui posto no banco dos réus, e eis que o prisioneiro toma o seu assento no tribunal." Esse é o tipo de testemunho que queremos. "Quisera eu que fosses inteiramente tal qual eu sou, exceto estas cadeias." Poderias levantar-te no banco dos réus e dizer isso? Poderias levantar-te em tua própria casa e dizê-lo? Poderias levantar-te em qualquer lugar e dizê-lo? É isso que o Senhor Jesus Cristo quer — pessoas que sabem, que experimentam, que percebem, que vivem as coisas que testemunham. Isto é aquilo por que o mundo está morrendo — pessoas que podem levantar-se e dizer: "EU SEI." O Senhor quer que as pessoas digam ao mundo que estão salvas. Podeis? Então começarão a vos ouvir. Começareis a ter algum efeito sobre eles. Começarão a abrir os olhos e os ouvidos, e a indagar se será possível que Deus os salve. Isto é totalmente diferente de uma teoria requintada sobre a religião — este dizer-lhes que Deus VOS salvou. Não o que aprendemos nos livros. O mundo está enjoado disso. Não me admiro de que homens inteligentes fujam da religião. Encontro grande desculpa quando penso no que muitos deles têm de ouvir de domingo a domingo. Como me disse um cavalheiro: `Basta para enjoar qualquer um. É verdade que temos algo no The Times, mas, palavra de honra, não consigo ficar acordado na igreja. Não é que eu não quisesse, se pudesse, mas não consigo.' Pobre homem! quanto me compadeci dele.
Não! não o que se obtém dos livros; não uma teoria seca e requintada, de mero ouvir dizer. Quando uma testemunha começa com o que ouviu alguém dizer, `Oh, silêncio! diz o juiz, `não queremos isso, queremos saber o que vós vistes. Atende aos fatos.' Jesus Cristo quer que vos atenhais aos fatos. Dizei-lhes, como diz João, o que vistes, e ouvistes, e apalpastes, e percebestes da verdade de Deus. Conhecimento pessoal! É admirável quão simples é a linguagem da salvação, quando a aprendestes pela experiência e estais preparados para falar francamente ao povo.
Depois, uma fiel testemunha deve dizer a verdade, e toda a verdade. Não deve reter coisa alguma por causa de inconveniência, sofrimento, perda ou ganho pessoal, mas deve dizer toda a verdade. Oh! eu tremo ao pensar qual será o destino de alguns que se erigem em mestres, e que "sonegaram parte" da verdade porque, no seu entender, ela não era agradável ou proveitosa à humanidade. Que tenho eu a ver com isso? Tenho de pregar a verdade — o belo, inteiro, redondo diamante, luminoso com a luz Divina, e não uma imitação vil, lodosa, de pasta, meias-verdades transformadas em erros condenáveis, pelos quais Satanás está atraindo milhares ao Inferno. Dai aos homens toda a verdade — os dois lados: o lado que se refere a Deus; e o lado que se refere ao homem; e acabai com o disparate de fazer Deus contradizer-se a si mesmo, pois "Deus é luz, e nele não há treva alguma." Se houvesse contradições, haveria treva. Não; a treva está nos nossos próprios pobres, cegos e mesquinhos cérebros, e não em Deus nem no seu Livro. No seu Livro, retamente interpretado, não há contradição alguma. Toda a verdade: a verdade que convence do pecado, tanto quanto a verdade que cura; a espada, tanto quanto o bálsamo; o cravar da faca Divina, tanto quanto o derramar do óleo Divino. Como diz Paulo, no capítulo vinte e seis e versículo dezoito: "Para lhes abrir os olhos, e para os converter das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados." Ele diz que pregou aos judeus e aos gentios que se arrependessem. Este é o Apóstolo Paulo, o grande expositor da Justificação pela Fé: "que se arrependessem," e o quê? — oh, Paulo, tu, o legalista, o quê? "e praticai obras dignas de arrependimento." Oh, Paulo, eu pensava que estavas de todo salvo das obras, e que tinhas acabado com a Lei. Oh! tu pregas obras, e o praticar obras dignas de arrependimento. Isso não é Evangelho, Paulo! Ele significativamente acrescenta: "Por esta causa os judeus me prenderam, e tentaram matar-me:" e por essa causa os fariseus têm procurado matar as verdadeiras testemunhas de toda a verdade de Deus desde então, pois não gostam da doutrina que corta em dois os ídolos e o pecado, e que diz: "Produzi frutos dignos de arrependimento."
A fiel testemunha deve dar toda a verdade, e deve dá-la pessoalmente, também. Uma fiel testemunha deve dá-la ela mesma. Não pode testemunhar por procuração. Pode pagar cento e cinquenta evangelistas para irem testemunhar em seu lugar: isso está muito bem. Não é mais do que deveria fazer — duzentos e cinquenta, se tiver dinheiro suficiente — porque o Mestre reclama tudo o que ele tem, pouco ou muito, cada tostão, por mais pregadores que ele possa enviar e sustentar.
Portanto, ele nunca pode fazer mais do que deve, mas isso não o exonera da obrigação pessoal. Deus lhe dirá: Se pus a minha vela em ti, é para que ela brilhe em benefício de outrem. Se te dei o pão da vida, é para que vás parti-lo às multidões famintas ao teu redor. VÓS sois minhas testemunhas. Podes pagar ao ministro e ao missionário, mas deves fazê-lo tu mesmo, também, pois como pode uma testemunha suprir por duas? É verdade, Deus quer que o ministro testemunhe, e não é mais do que o seu dever se ele testemunha o dia inteiro por toda a sua vida. Mas isso jamais suprirá a tua falta de serviço. TU deves testemunhar; e há algumas almas sobre as quais tens mais influência do que qualquer outro ser vivo — algumas almas de quem te podes aproximar melhor do que qualquer outra pessoa — algumas almas que, se tu não as salvares, provavelmente jamais serão salvas. Vós sois minhas testemunhas, e, se tendes a graça e o amor e a luz de Deus, é sob o risco da vossa alma que a escondeis.
Depois, em seguida, as fiéis testemunhas devem falar abertamente, não amenizar o assunto — não "resmungar," como dizem no tribunal. O juiz faz a testemunha falar alto, para que todos a possam ouvir. Ela deve ser ouvida. "Fala abertamente." E por que não haveriam as testemunhas do Senhor de falar abertamente? Pergunto-me quando acabaremos com esta religião furtiva, de cantos e recantos, envergonhada! Pergunto-me quando a Inglaterra cristã deixará de ter vergonha do seu Deus!! A única nação debaixo do Céu envergonhada da sua religião e do seu Deus é aquela que tem o verdadeiro Deus para adorar e amar. Que anomalia; Fala abertamente!!
Davi nada sabia desta religião branda, meio a meio, aguada. Davi alegrava-se em falar da sua justiça diante da grande congregação. Estava sempre falando da sua bondade, e da sua Lei, e cantando a respeito disso o dia inteiro, dançando por vezes diante da arca, e fazendo toda sorte de coisas expressivas para glorificar o seu Deus. E isso não bastava, pois, tendo convocado todo o gênero humano a louvá-Lo, convocou os montes e as árvores a bater palmas e a dançar de alegria. Precisamos de um pouco desse tipo de religião hoje em dia. Fala-se da nova dispensação; eu quisera que pudéssemos recobrar um pouco da antiga.
Os interesses da verdade exigem esta franqueza. Como se há de enfrentar o erro senão pela ousada proclamação da verdade? Como os emissários de Satanás impingem à humanidade as suas mentiras — sempre nisso, noite e dia — como serão silenciados senão por testemunhas que fielmente clamam aos seus ouvidos: "Isto é mentira, e aquilo é mentira. Esta é a verdade e este é o caminho; nós sabemos, nós vemos, nós sentimos — andai nele." Convertei-vos, convertei-vos, pois por que morrereis? Elas querem testemunhas francas. Há muitas falsas testemunhas hoje, como sempre houve, e o que quer Jesus Cristo? Ele quer que as suas verdadeiras testemunhas venham a público e as enfrentem, e sejam páreo para elas — não que se esgueirem por buracos e cantos, e se envergonhem da sua religião, e falem de uma "religião discreta", disparate discreto. Não existe tal coisa! Vinde a público diante do mundo. Como disse Elias: "Se o Senhor é Deus, segui-o, servi-o, falai por Ele; "mas, se Baal" for Deus, "então segui a ele." Então fora com todo este disparate, os vossos santuários, e Bíblias, e profissão — acabai com tudo isso e segui a Baal. Sede uma coisa ou outra. Parece-me que falta agora um Elias que venha e o proclame por toda a Inglaterra. Eu gostaria de ver algum homem levantar-se e fazer um reconhecimento franco de Deus, e um apelo a Ele, nas nossas Casas do Parlamento, e gostaria de ver como seria recebido.
Eu pensava, ao passar pela Royal Exchange e ver no alto, "Do Senhor é a terra e a sua plenitude," quantos dos que caminhavam sob a sua sombra criam nisso. Pergunto-me o que se pensaria de qualquer um que, na prática, reconhecesse o fato. `Oh!' diriam, `ele não serve para o seu posto — tereis de removê-lo; está um tanto perturbado da cabeça.' Oh! sabeis que é assim; mas Deus não se deixa escarnecer, ainda que os homens pensem que sim. Deus está sentado no círculo do Céu, e ainda que os povos se amotinem, e as nações imaginem coisas vãs, e os reis da terra se levantem, Ele está rindo deles, e por fim virá a sua calamidade.
Dizemos que o mundo está morrendo; por causa de quê? De sermões? Não. De periódicos? Não. De histórias religiosas? Oh! de modo algum. Não há perigo de faltarem por muitos e longos anos ainda. Morrendo por dissertações? Não. Por teorias requintadas? Não. Por credos e confissões? Oh! poderíeis tê-los às dúzias. Por causa de quê está morrendo? — de um testemunho franco, direto, honesto, amoroso e fervoroso acerca do que Deus pode FAZER PELAS ALMAS. É disso que precisa. É disso que aqueles pobres homens nas lojas, aqueles que andam de um lado para outro pela Oxford Street, nos teatros, nos salões de dança, nas salas de concerto, por toda parte, é disso que os homens precisam: de alguém que venha e os tome amorosamente pela gola, e lhes diga que DEUS É DEUS, e que Ele os pode salvar. `Ele me salvou, meu irmão, e pode salvar a ti!' É disso que o mundo precisa. Uma palavra como essa vale mais do que um sermão, e fará mais por Deus e pela salvação do mundo. Oh, sim, os homens estão dizendo, de fato por toda esta terra — milhares deles: `Aqui estou; sou um pobre escravo do pecado. Eu sei disso.' Dizem-no na consciência, ainda que não o digam a vós. Dizem-no muitas vezes a nós quando são encurralados pela espada do Espírito. `Sei que estou errado, pecaminoso, perverso.' Como aquele querido John Allen, de cuja vida tenho falado, disse certa vez, estando sentado a praguejar, cercado dos seus companheiros, e alguém lhe disse: `Jock, se viesses a morrer, o que seria de ti?' `Eu iria direto para o inferno!' Era um sujeito honesto. Sabia para onde ia, e o disse.
Eu disse a um cavalheiro: `Senhor Fulano, e a sua alma?' Ele disse: `Está num estado diabólico.' Pobre homem! Sabia para onde ia, e há milhares como ele. Pensais que não sentem a sua servidão? Não têm mente e consciência? Não têm um lado melhor, como o chamais, na sua natureza? Não terá Deus feito reluzir a luz do seu Espírito Santo sobre as suas almas escuras, e não terão eles lutado e batalhado? Sim, mas dizem: 6 Não há saúde em nós; não há socorro para nós. Já desistimos de fazer resoluções e de tentar ser melhores; não podemos. Não há esperança em nós.' E ali estão eles esperando que alguém venha e lhes diga que há SOCORRO EM DEUS. Dizem: `Vejo bem pouca diferença em vós, gente religiosa. Nunca conheci ninguém por quem a religião parecesse fazer muito.' E, quando se lhes diz que creiam, riem-se de vós, e eu não me admiro disso. A pobre consciência humana está mais bem instruída do que muitos dos seus mestres. Ela quer ser posta em ORDEM, e diz: Haverá alguma esperança? Poderá Deus salvar alguém como eu? Terá Ele salvado alguém como eu deste cativeiro, desta escravidão, desta miséria, deste constante afundar na lama? Salvou Ele alguma vez alguém COMO EU? E às vezes ele vai à capela ou à igreja, e espera que o ministro lhe diga, quando eis que este começa uma dissertação sobre a ressurreição, ou a divindade de Cristo, ou algo que o homem creu a vida inteira, e assim ele se desaponta de novo, e diz: `Isto não me serve de nada.' Oh! amigos, falo das coisas que sei pelo testemunho de dezenas de almas. De fato, não poderia repeti-lo; faria as vossas faces arderem ouvir o que homens de inteligência, pensamento e posição me disseram em muitas antessalas onde tenho trabalhado. É tempo de haver uma mudança. O mundo está definhando por falta de verdadeiro pão espiritual. Quer algo para comer, e vós lhe dais uma pedra! mas Deus está levantando um povo que sabe do que ele precisa e como dá-lo, que sabe partir o pão da vida, e testemunhar o que Deus fez por eles, e o que Ele pode fazer por outras pobres almas famintas; que pode ir e dizer: `Aqui, meu amigo, Ele pode salvar alguém como tu. Eu já fui um deles. Eu era um escravo do pecado, o escravo da bebida, ou um blasfemador, ou um mentiroso, ou um ladrão, ou viciado em algum mau hábito secreto pior do que qualquer um destes. Eu era um tal escravo, e Ele me salvou. Ele quebrou os meus grilhões e me libertou, e eu sou o liberto do Senhor. Ele me salvou e pode salvar a ti,' É disso que o mundo precisa — TESTEMUNHO — DAR TESTEMUNHO.
Salvou Ele algum de vós? Estais testemunhando aos vossos pobres semelhantes, famintos e afundando? Alguma vez olhais para eles e pensais para onde vão? Compadeceis-vos deles, amai-os, suspirais por eles nas entranhas de Jesus Cristo? Sabeis algo desse anelo? Se sabeis, como podeis deixar de testemunhar? "Vós sois minhas testemunhas destas coisas," por toda parte, em todo tempo, entre todos os povos!!
Está na natureza do caso que uma testemunha deve testemunhar diante de outras pessoas, diante de ouvintes vivos. Esse é o lugar de testemunhar, e diante de inimigos, e quando não sabe para que lado soprará o vento, ou como serão recebidas as palavras de Deus. Ele deve ser uma verdadeira testemunha, ainda que tenha de selar o seu testemunho com o seu sangue.
Este era o tipo de testemunho que davam os mártires. Muitas vezes me pergunto se haveria algum mártir hoje. Às vezes penso que o maior benefício para a Igreja de Cristo seria um tempo de perseguição. Creio que sim. Creio que isso nos empurraria para Deus e uns para os outros. Descobriríamos, então, se estávamos dispostos a abandonar tudo para segui-Lo. Sabeis que, se os mártires tivessem adotado o padrão de vida religiosa que existe agora, jamais teriam sido mártires. Teriam cuidado da própria pele, e deixado ao Senhor o cuidar do Evangelho. Se lhes tivessem permitido um pouco de tolerância, e tivessem ido até a metade do caminho, não teria havido mártir algum, porque quase todos poderiam ter escapado com isso; mas sentiram ser necessário serem fiéis até o fim, e sustentarem toda a verdade até o último jota e til, e quando poderiam ter escapado dizendo três palavras num papel, recusaram-se a fazê-lo, e foram para a fogueira, e deixaram as chamas lamberem o seu sangue. Essas são as testemunhas que o Senhor quer lá fora, por toda parte, sempre nisso. Sempre testemunhando. `Sempre,' dizeis vós. Sim; sempre. Por quê? Porque os homens estão sempre morrendo e sendo condenados! Se a Bíblia é verdadeira — por toda parte — os vossos amigos e os vossos vizinhos ao vosso redor. Recebeis uma carta: `Oh! o Senhor Fulano morreu — doente apenas três dias — trinta e seis horas — vinte e quatro horas — partiu!' Ah! e o eco em muitas almas, depois, é: que não daria eu por uma chance de ir e ter uma conversa com ele. Mas ele partiu — para algum lugar! Para onde foi? Se estava por lavar, por perdoar e por salvar — para onde foi? Uma vez fiquei tão perturbada com este ponto que pensei que perderia a razão. Não conseguia dormir à noite pensando no estado dos que morrem sem salvação. Ousaria eu pensar nisso? PARA ONDE FOI ELE? Oh! foi esta visão do caso que me levou a abrir a boca pela primeira vez em público por Deus.
Prometi a alguns amigos aqui esta noite dar esta ilustração da minha própria experiência, ou de outro modo raramente me refiro a ela. Por muito tempo tive uma controvérsia sobre esta questão na minha alma. De fato, desde o tempo em que me converti, o Espírito de Deus constantemente me impelia para caminhos de utilidade e labor, que me pareciam impossíveis. Talvez alguns de vós dificilmente credeis que eu fui uma das mais tímidas e acanhadas discípulas que o Senhor Jesus já salvou. Por dez anos da minha vida cristã, a minha vida foi uma batalha diária com a cruz — não porque a rejeitasse voluntariamente, como muitos fazem, pois isso nunca ousei fazer. Oh, não! Eu costumava decidir-me a que o faria, e resolver e tencionar, e então, quando chegava a hora, costumava falhar por falta de coragem. Eu não precisava ter falhado. Vejo agora quão tola fui, e quão errada; mas, uns quatro ou cinco meses antes de eu começar a falar, a controvérsia fora assinaladamente despertada na minha alma, aquela que Deus despertara anos antes, mas que, por noções equivocadas, medo e timidez, eu deixara quase apagar-se. Fui levada a sindicâncias muito severas do coração nesse tempo. Não vinha experimentando tanto da presença Divina. Perdera grande parte do poder e da felicidade que outrora desfrutara. Durante uma temporada de enfermidade, certo dia pareceu-me que o Senhor me revelou tudo pelo seu Espírito. Não tive visão, mas uma revelação à minha mente. Ele pareceu levar-me de volta ao tempo em que eu tinha quinze e dezesseis anos, quando pela primeira vez dei o meu coração a Ele. Pareceu mostrar-me, por todo o amargo caminho, como esta única coisa fora a mosca no pote de unguento, o amargor no cálice, e me impedira de realizar o que de outro modo teria feito. Senti como isso havia estorvado a revelação de si mesmo a mim, e me impedira de crescer em graça, e de aprender mais das coisas profundas de Deus. Ele mo mostrou, e então me lembro de prostrar-me com o rosto em terra diante d'Ele, e prometi-Lhe ali, no quarto da doente: `Senhor, se voltares a mim, como nos dias de outrora, e me revisitares com aqueles impulsos do teu Espírito que eu costumava ter, obedecerei, ainda que morra na tentativa. Não me importo; obedecerei.' Contudo, o Senhor não me revisitou imediatamente. Deixou-me recuperar, e saí de novo. Cerca de três meses depois disso, fui à capela da qual meu marido era ministro, e ele tinha um culto extraordinário. Mesmo então ele estava sempre tentando algo novo para alcançar as pessoas de fora. Estavam tendo uma reunião na qual ministros e amigos da cidade tomavam parte, e todos davam o seu testemunho e falavam por Deus. Eu estava no banco do ministro, com o meu filho mais velho, então de quatro anos, e havia cerca de mil pessoas presentes. Sentia-me muito mais abatida do que o habitual em espírito, e não esperava nada em particular, mas, à medida que os testemunhos prosseguiam, senti o Espírito vir sobre mim. Só vós que o sentistes sabeis o que significa. Não se pode descrever. Senti-o até as extremidades dos meus dedos das mãos e dos pés. Pareceu-me que uma voz me dizia: `Ora, se fosses testemunhar, sabes que eu o abençoaria para a tua própria alma, tanto quanto para as almas do povo,' e arquejei de novo, e disse, na minha alma: `Sim, Senhor, creio que sim, mas não posso fazê-lo.' Eu esquecera o meu voto — não me ocorreu de modo algum. De repente, depois de eu ter dito isso ao Senhor, pareceu-me ver o quarto onde eu jazera, e ver a mim mesma como se estivesse ali prostrada diante do Senhor prometendo-Lhe aquilo, e então a voz pareceu dizer-me: `Isto é coerente com aquela promessa?' e eu quase me levantei de um salto e disse: `Não, Senhor, é a velha coisa de novo, mas não posso fazê-lo,' e senti como se preferisse morrer a fazê-lo. E então o Diabo disse: `Além disso, tu não estás preparada para falar. Vais parecer uma tola, e não terás nada a dizer.' Ele cometeu um erro. Excedeu-se por uma vez. Foi aquela palavra que decidiu tudo. Eu disse: `Ah! é justamente este o ponto. Nunca até agora estive disposta a ser uma tola por Cristo; agora serei uma;' e sem parar mais um momento, levantei-me no assento e subi pela capela. Meu querido marido estava justamente por concluir. Pensou que algo me acontecera, e o mesmo pensou o povo. Estávamos ali havia dois anos, e conheciam a minha natureza tímida e acanhada. Ele desceu para me perguntar: `O que há, minha querida?' Eu disse: `Quero dizer uma palavra,' Ele ficou tão surpreendido que só conseguiu dizer: `Minha querida esposa quer dizer uma palavra,' e sentou-se. Ele vinha tentando persuadir-me a fazê-lo havia dez anos. Ele e uma senhora da igreja, apenas naquela mesma semana, tinham tentado persuadir-me a ir e dirigir uma pequena reunião num chalé, de umas vinte pessoas trabalhadoras, mas não conseguiram. Levantei-me — só Deus sabe como — e se algum mortal alguma vez se agarrou ao braço da Onipotência, eu me agarrei. Senti como se me estivesse apegando a algum braço humano — e contudo era um braço Divino — para me sustentar. Simplesmente me levantei e contei ao povo como aconteceu. Confessei, como penso que todos deveriam, quando estiveram errados e representaram mal a religião de Jesus Cristo. Disse ao povo que, embora eu tivesse ocupado todas as posições ordinárias de esposa de um ministro, ainda que eu fosse jovem então, eu vinha fazendo muito mais do que muitas mais idosas fazem na Igreja de Deus, no que toca a reunir-me com os crentes, e visitar e trabalhar nos bastidores, de modo que todos me consideravam uma mulher muito devota, e eu lhes disse isso mesmo. Eu disse: `Ouso dizer que muitos de vós me tendes considerado uma mulher muito devota, e alguém que tem vivido fielmente para Deus, mas vim a saber que tenho vivido em desobediência, e nessa medida trouxe treva e magreza à minha alma; mas prometi ao Senhor há três ou quatro meses, e não ouso desobedecer. Vim para vos dizer isto, e para prometer ao Senhor que serei obediente à visão celestial.'
Mas oh! quão pouco eu via então o que aquilo envolvia. Nunca imaginei a vida de publicidade a que me ia conduzir, e de provação também; pois nunca mais me foi permitido ter outro sábado tranquilo, em que pudesse falar ou levantar-me. Tudo o que dei ali foi o passo presente. Não via adiante, mas o Senhor, como sempre faz, quando o seu povo é honesto com Ele, e obediente, abriu as janelas do Céu, e derramou tamanha bênção, que não havia lugar para contê-la.
Houve mais pranto, disseram, na capela naquele dia, do que jamais houvera antes. Muitos dataram uma renovação em justiça daquele mesmo instante, e começaram uma vida de devoção e consagração a Deus.
Ora, eu poderia ter-lhes falado bem até agora, e isso jamais teria acontecido. Aquela honesta confissão, o vir a público e testemunhar a verdade, fez o que vinte anos de conversa jamais teriam feito.
A obra prosseguiu. Sempre que eu falava, a capela costumava ficar cheia até a sua máxima capacidade, e muitos se convertiam. Não a mim, mas a Deus seja toda a glória. Vergonha para mim não ter começado mais cedo. Não fui eu que fiz isto, mas o Espírito Santo, o Santo Espírito de Deus.
O Senhor tratou comigo de um modo muito maravilhoso. Três meses depois disto, meu querido marido adoeceu pela primeira vez, e foi obrigado a ir para o campo. Uma delegação veio ter comigo, para me pedir que assumisse os seus compromissos na cidade. Eu disse que nem podia pensar em tal coisa. Que faria eu com aquela grande congregação? Não deviam pedir-me isso — e lá se foram. Voltaram de novo para saber se eu assumiria as noites; imploraram e importunaram-me até que prometi. Então vede: Deus me forçou a começar a pensar e a trabalhar. Fui obrigada, e o fiz com quatro filhinhos, o mais velho então com quatro anos e três meses. Parecia um tempo inoportuno, não parecia, para começar a pregar? Parecia que o Senhor devia ter cometido um erro. Contudo, Ele me deu graça e força, e me capacitou a fazê-lo; e enquanto eu amamentava o meu bebê, muitas vezes ia pensando no que diria no domingo seguinte, e nos intervalos anotava a lápis os pensamentos à medida que me ocorriam. E então eu aparecia, por vezes, com um esboço rabiscado a lápis, confiando no Senhor para me dar o poder do seu Espírito Santo; e penso que posso dizer que, desde aquele dia — e faz cerca de dezenove anos e nove meses — Ele nunca me permitiu abrir a boca sem me dar sinais da sua presença e bênção. Não vedes que, enquanto o Diabo me mantinha calada, mantinha-me comparativamente infrutífera? Agora tenho motivo para esperar e aguardar encontrar centenas na Glória, a quem Deus me tornou instrumento em salvar. O Senhor tratou muito ternamente comigo: dando-me grande encorajamento, mas algumas coisas me foram terríveis a princípio. Eu não subia aos púlpitos até que o povo o exigisse. E a primeira vez que vi o meu nome num muro! Nunca esquecerei a sensação. Então meu querido marido disse: `Quando te entregaste ao Senhor, não Lhe entregaste o teu nome?' Assim ele costumava ir de uma coisa a outra, até que agora aprendi a gloriar-me na Cruz. Quando um querido amigo falava, no outro dia, sobre o tremendo empreendimento que era ir à França e começar ali, eu disse: `Meu caro senhor, eu não me sentiria mais perturbada em ir à França, e começar ali no próximo domingo, do que em aparecer no St. Andrew's Hall, simplesmente por esta razão: creio que Deus é o mesmo em todo lugar, e a mesma fé, e as mesmas verdades e a mesma fidelidade O trarão em nosso socorro.' "Vós sois minhas testemunhas," diz o Senhor, "E eis que eu estou convosco SEMPRE!"
Ficareis encorajadas, minha irmã? Não vos importeis com o tremor. Eu tremi. Não vos importeis com o coração a bater. O meu batia a ponto de estourar. Não vos importeis com quão fracas sois. Eu fui muitas vezes da cama para o púlpito, e de volta do púlpito para a cama. Não é por poder, sabedoria, força ou vigor humanos — é pelo meu Espírito, diz o Senhor. Ele ama usar as coisas fracas, para que a excelência se veja ser de Deus. Se os vossos vizinhos estivessem doentes de alguma peste devastadora, e vós pudésseis ir e socorrê-los, não o faríeis? Diríeis: `Sou apenas uma mulher, e não posso?' `Oh,' diríeis, "deixai-me ir, como Miss Nightingale fez com os soldados doentes e feridos. Deixai-me ir.' E estes não são os corpos, mas as almas. Estão morrendo. Vão para uma morte eterna. Não vos levantareis? Oh! suponde que todos os cristãos nesta sala esta noite começassem, desta hora em diante, a ser fiéis, e a testemunhar consistentemente por toda parte por Jesus — que comoção haveria! Quantos, pensais, se converteriam no espaço de um mês? Como começariam a acorrer como pombas às janelas? Como os ministros, alguns deles, começariam a despertar? O povo iria suplicar-lhes de manhã, ao meio-dia e à noite. Deus quer que testemunheis abertamente por toda parte, tanto nos pátios e vielas mais escuros como na Oxford Street. Começai, e o Espírito de Deus cairá sobre vós, e por mais que tentem livrar-se do Espírito Santo, não serão capazes de fazê-lo quando Deus se apoderar deles. Apanhamos milhares de pessoas deste modo, que nunca tencionaram converter-se. Cada dia que vivo, mais me convenço de que, se o povo de Deus fosse fervoroso em desespero, milhares seriam ganhos; mas não é provável que sejam ganhos pela maneira polida de pôr-lhes a verdade diante — tão comum hoje em dia — porque ninguém pensa que está em perigo algum! Se o credes, começai. O Apóstolo diz que deveis ser bons e valentes soldados de Jesus Cristo: os antigos cristãos eram tudo isto; combateram um bom combate, e venceram o Diabo pelo "sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho." Sede soldados do Senhor, e Ele dará a vitória, e ireis e fareis prisioneiros. Grandes e imensos gigantes, infiéis de coração negro, blasfemadores de coração negro, cairão diante de vós como criancinhas, porque o Senhor dos Exércitos porá o seu Espírito em vós. "Vós sois minhas testemunhas." Testemunhai! TESTEMUNHAI!! de Mim por toda parte e sempre. O Senhor vos ajude. Amém.
Domínio público. Texto de origem de a edição original.