Capítulo 29 · 3 min de leitura
Tradução por IA — aguardando revisão nativa
A Amizade de Cristo: Sua Intimidade
Já Não os Chamo de Servos, porque o Servo Não Sabe o que o seu Senhor Faz; Mas Eu os Tenho Chamado de Amigos, pois Tudo o que Ouvi de meu Pai, Eu lhes Dei a Conhecer—João 15.15
A prova mais alta da verdadeira amizade, e uma grande fonte da sua bem-aventurança, é a intimidade que nada retém e que admite o amigo a compartilhar os nossos segredos mais íntimos. É coisa bendita ser servo de Cristo; os Seus remidos têm prazer em chamar-se Seus escravos. Cristo muitas vezes falara dos discípulos como Seus servos. Em Seu grande amor, agora o nosso Senhor diz: “Já não os chamo de servos”; com a vinda do Espírito Santo, uma nova era havia de ser inaugurada. “O servo não sabe o que o seu senhor faz” — ele precisa obedecer sem ser consultado nem admitido no segredo de todos os planos do seu senhor. “Mas eu os tenho chamado de amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai, eu lhes dei a conhecer.” Os amigos de Cristo compartilham com Ele todos os segredos que o Pai Lhe confiou.
Pensemos no que isto significa. Quando Cristo falava de guardar os mandamentos de Seu Pai, não Se referia apenas ao que está escrito na Sagrada Escritura, mas àqueles mandamentos especiais que Lhe eram comunicados dia após dia, e de hora em hora. Era desses que Ele dizia: “O Pai ama o Filho, e lhe mostra tudo o que faz; e maiores obras do que estas lhe mostrará.” Tudo o que Cristo fazia era obra de Deus. Deus a mostrava a Cristo, de modo que Ele cumpria a vontade e o propósito do Pai, não, como o homem tantas vezes faz, cegamente e sem entendimento, mas com pleno entendimento e aprovação. Como quem estava no conselho de Deus, Ele conhecia o plano de Deus.
E esta é agora a bem-aventurança de ser amigo de Cristo: que não fazemos a Sua vontade, como servos, sem muita compreensão espiritual do seu sentido e do seu alvo, mas somos admitidos, como um círculo íntimo, a algum conhecimento dos pensamentos mais secretos de Deus. Desde o Dia de Pentecostes em diante, pelo Espírito Santo, Cristo haveria de conduzir os Seus discípulos à apreensão espiritual dos mistérios do reino, dos quais até então falara apenas por parábolas.
A amizade se deleita na comunhão. Os amigos se aconselham. Os amigos ousam confiar um ao outro o que por nada no mundo quereriam que outros soubessem. O que é que dá a um cristão acesso a essa santa intimidade com Jesus? O que lhe dá a capacidade espiritual de receber as comunicações que Cristo tem a fazer daquilo que o Pai Lhe mostrou? “Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu lhes mando.” É a obediência amorosa que purifica a alma. Isso não se refere somente aos mandamentos da Palavra, mas àquela bendita aplicação da Palavra à nossa vida diária, que ninguém senão o próprio Senhor nos pode dar. Mas, à medida que estes são esperados em dependência e humildade, e fielmente obedecidos, a alma se torna apta para uma comunhão cada vez mais estreita, e a vida diária pode tornar-se uma experiência contínua: “Eu os tenho chamado de amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai, eu lhes dei a conhecer.”
Eu os tenho chamado de amigos. Que honra indizível! Que privilégio celestial! Ó Salvador, fala esta palavra com poder à minha alma: “Eu te chamei Meu amigo, a quem amo, em quem confio, a quem dou a conhecer tudo o que se passa entre Meu Pai e Mim.”