Capítulo 28 · 17 min de leitura · 22 min de escuta
Do Ponto de Vista Hindu
"O Senhor nos guarde de inovações estranhas aos verdadeiros princípios da Igreja Protestante e estranhas aos princípios da C.M.S. Quadros, cruzes e estandartes, com procissões, fariam grande mal. Os nativos muçulmanos diriam: 'Wah! Vocês adoram ídolos como os hindus e têm taziyas (procissões) como os muçulmanos!' E os nossos cristãos lamentariam essas coisas."
Rev. C. B. Leupolt, Índia.
ESTOU sentada no canto noroeste da varanda de um pequeno bangalô missionário, nos arredores de uma cidade a dezesseis milhas ao sul da nossa sede do Leste. Esta é a cidade onde puseram fogo na sala de aula quando Vitória veio. Até lá voa o sentimento de Casta. Sentado neste canto da varanda, você vê um pequeno templo encaixado entre dois pilares caiados, de construção tosca e decoração grosseira, mas nesta luz do começo da manhã ele parece um quadro numa moldura. Fica logo do lado de fora do terreno da missão, tão perto que você o vê em todos os detalhes da sua cor; o sol, batendo de través, toca as cores e as torna belas.
Lá está o habitual muro listrado, vermelho e branco; o vermelho é um belo terracota, a cor da areia. O bloco central, o santuário propriamente dito, tem incrustações de verde, vermelho e azul; há mais terracota no telhado, um pouco de amarelo também, e branco. Mais além, de cada lado, há casas e, além das casas, árvores e céu.
É tudo muito bonito e tranquilo. A fumaça sobe em espirais no ar parado, de alguma fogueira acesa cedo ao ar livre; há vozes de gente que vai e vem, suavizadas pela distância. Há o tilintar musical dos sinos dos bois aqui no terreno e lá fora na estrada, e há o gorjeio dos pássaros.
Diante daquele templo há três altares e, diante dos altares, um pilar. Posso vê-lo de onde estou sentada agora, de pedra cinzenta e tosca. Sobre ele há o que a princípio pensei ser um relógio de sol, e fiquei me perguntando o que ele estaria fazendo ali. Então vi que não tinha mostrador; só uma travessa forte de madeira, e o ponteiro, por assim dizer, era mais comprido do que se esperaria, um espeto pontudo de madeira. Enquanto eu me perguntava o que seria, um passante o explicou. Não é um relógio de sol, é um instrumento de empalar. Naquele espeto costumavam empalar vivos cabras, cabritos e aves como oferendas ao deus Siva e às suas duas esposas, as divindades em cuja honra os três altares estão diante do pequeno santuário. O pilar sobre o qual está este espeto infernal tem três círculos gravados, sinal das três divindades.
"O empalamento acabou", diz o povo, muito divertido com o horror e a aflição da gente, pois a princípio pensei que talvez ainda o fizessem. "Agora não empalamos vivos; o Governo proibiu." Graças a Deus por isso! Mas oh, que todos os que amam as criaturas de Deus orem pela vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e a apressem! O Governo pode intervir e acabar com a matança pública de búfalos a pauladas e com o empalamento de cabras e aves em sacrifício, mas não pode acabar com a crueldade privada, nem com a indiferença, ainda mais difundida, da parte dos que não são eles mesmos cruéis; só a vinda de Cristo, o Compassivo, pode fazer isso.
. . . . . . .
Ouviu-se então um som de vozes, enquanto eu escrevia, muitas vozes, chegando mais perto, vozes estridentes de mulheres, cortando os pensamentos da gente, e saí para ver o que estava acontecendo.
Do outro lado da estrada, em frente ao nosso portão, há uma enorme árvore velha e dupla, a figueira sagrada da Índia, entrelaçada com outra—um símbolo religioso para este povo amante de símbolos. Embaixo há uma plataforma de pedra e, sobre ela, o horrendo deus-elefante. Do mesmo lado há uma casinha. Um grupo de mulheres estava reunido à sombra, perto da casa, evidentemente esperando alguma coisa ou alguém. Ficaram encantadas em conversar.
Passamos meia hora debaixo da árvore, e elas ouviram; mas fomos interrompidas por alguns funcionários do Governo bem-vestidos, com seus casacos, faixas e insígnias, e um outro, não estritamente do Governo, ataviado de um modo espantoso, e eles se juntaram ao grupo e monopolizaram a conversa. Esperei, na esperança de que logo fossem embora, e escutei o que diziam.
"Sim! Ela apareceu de verdade! Era uma deusa." ("Uma deusa! Oh!", das mulheres.) "Ela veio à frente, movendo-se sem andar, e ficou de pé como fica uma árvore, e estendeu os braços e abençoou o povo, e desapareceu."
Uma mulher apontou para mim. "Como ela? Era como ela?"
"Como ela!", e o funcionário do Governo foi um tanto desdenhoso. "Eu não disse que era uma deusa? Esta Missie Ammal é uma deusa? Não é uma simples mulher como vocês, só que branca?"
"Ela também veio do bangalô", objetou a mulher, sem muita firmeza, sentindo a opinião pública contra si.
"Sua ostra!", disse o funcionário educadamente, "só porque uma Missie Ammal vem do bangalô, isso prova que a deusa era uma Missie Ammal?" As outras mulheres concordaram com ele e repreenderam a ignorante, que se retirou da controvérsia.
A história foi repetida com variações, uma tal mistura do provável com o improvável, para não dizer o impossível, que a gente se enredava nela antes de chegar à metade.
Nesse momento um cristão idoso apareceu em cena e meteu-se, com voz trêmula, no meio da maravilha, com palavras no sentido de que o nosso Deus era o verdadeiro Deus e que eles deviam ter fé Nele. Não vinha exatamente à propos de nada do que estavam discutindo, mas ele parecia achar que era a coisa certa a dizer, e eles o aceitaram como um comentário de praxe e continuaram a conversa. Perguntei ao bom velho se sabia alguma coisa sobre a história, e a princípio ele a negou com indignação, por cheirar demais a idolatria para ser associada ao bangalô, mas por fim admitiu que, certa vez, num passado remoto, ouvira dizer que uma Ammal do bangalô, que estava doente e era perturbada à noite pelos tantãs, se levantara e saíra e tentara falar ao povo. E os homens, que agora escutavam o velho, acrescentaram uma palavra que iluminou tudo: "Era uma grande festa." Lembrei-me daquele poste de empalar e entendi tudo. E num relance eu vi—o pobre animal vivo—e ouvi os seus gritos. Eles lhe partiriam o coração ao ouvi-los nas pausas do tantã. Ela estava doente, mas se levantou e saiu com esforço, e tentou impedi-lo, tenho certeza—tentou, e não conseguiu.
A sete mil milhas de distância, estas coisas podem parecer triviais. Aqui, com aquele pilar de pedra cinzenta bem à vista, são reais.
Voltei ao presente. As mulheres ainda estavam ali, e mais gente se juntava. Alguma coisa ia acontecer. Então, um estrondo repentino de tantãs, um bater e retinir de toda espécie de instrumentos de barulho, e então chegou uma carruagem de bois, uma coisa enorme e dourada. Parou diante da casinha; alguém desceu; o povo gritou: "Guru! Grande Guru! Senhor Guru!", com um entusiasmo desenfreado.
O Guru não era pobre. Tinha duas carroças carregadas de bagagem—um dos itens, um papagaio verde numa gaiola. Junto à gaiola um menino batia com estrondo num tantã, mas isso não perturbava o papagaio. O povo parecia achar que esta exibição de riqueza exigia uma desculpa. "Não é dele, pertence aos seus seguidores; ele, sendo quem é, não precisa de nenhuma destas coisas", disseram.
Tive de ir embora então, e logo depois saímos para a nossa ronda do dia, e não sei o que aconteceu em seguida; mas eu nunca tivera a oportunidade de conversar com uma celebridade desta espécie e, à tarde, a caminho de casa, parei diante da casinha e perguntei se poderia vê-lo, o famoso Guru de uma das maiores Castas do Sul da Índia.
Os funcionários do Governo da manhã estavam lá, mas o ar oficial tinha desaparecido. Nada de casacos, faixas e insígnias agora, só o simples traje nacional, uma faixa de musselina branca. Aquele que de manhã fora uma ilustração do efeito possível da mistura do Oriente com o Ocidente estava agora de pé com uma dignidade que não tinha então, um belo porte varonil.
A porta estava aberta, e eles faziam sentinela, pois o seu Guru estava descansando, disseram. "Então ele é muito humano, igual a vocês?" Mas os rostos fortes e sensatos pareceram quase assustados com as palavras. "Silêncio", responderam todos de uma vez, "tais pensamentos não podem nem ser pensados aqui. Ele não é igual a nós." E, como para nos desviar da expressão de tais sentimentos, afastaram-se um pouco da porta e disseram: "Pode olhar, se não falar", e, sabendo que tais olhadas não costumam ser permitidas, olhei com interesse e vi tudo o que havia para ver.
O Guru descansava no canto do fundo; uma rica seda púrpura, com ouro entretecido em barras e faixas, estava lançada sobre o seu traje de asceta. No fundo, também, havia uma espécie de altar, coberto com pano vermelho, e sobre ele numerosos castiçais e vasos de latão e, numa prateleirinha acima, uma fileira de pequenas divindades, alguns ornamentos de latão e flores.
À esquerda deste altar havia uma cadeira de espaldar alto, coberta com uma pele de cervo; havia quadros de deuses e deusas pela sala, especialmente perto do altar, e havia os habituais incensários, rosários e instrumentos musicais, e lá estava o papagaio.
O funcionário do Governo apontou para dentro e disse, com um ar de orgulho pelo conjunto e também com a certeza de ser compreendido: "Veja como se parece com as suas igrejas; afinal de contas, não há tanta diferença entre vocês e nós!"
Não tanta diferença! Há uma diferença muito grande, eu lhe disse; e perguntei-lhe onde ele tinha visto uma igreja cristã como aquela. Ele mencionou duas. Uma era uma capela católica romana, a outra uma igreja inglesa.
Que podia eu dizer? Elas trazem o nosso nome; como poderia ele entender as divisões que nos dilaceram?—romanistas, ritualistas e protestantes—não somos todos chamados cristãos?
Olhei de novo, e não pude deixar de me impressionar com a semelhança. O altar com os seus latões, flores e castiçais, e a prateleirinha acima; os quadros nas paredes; a cadeira, tão parecida com a cadeira de cerimônia de um Bispo; toda a atmosfera do lugar, pesada de incenso, recendia a Roma.
Ele continuou a explicar, enquanto eu ficava ali envergonhada. "Veja, vocês não têm isso?", e apontou para a estrutura semelhante a um altar, com o pano vermelho e as flores.
"Não temos nada desse tipo na nossa igreja. Venha ver; temos só uma mesa", eu disse; mas ele riu e declarou que tinha visto aquilo em outras igrejas, e que era igualzinho ao nosso, "só que o de vocês tem uma cruz em cima, e o nosso tem imagens; mas vocês se curvam diante da sua cruz, então ela deve representar uma divindade", e, sem esperar resposta, apontou em seguida para os quadros.
"Eles são muito parecidos com os de vocês, acho", disse ele, só que os de vocês mostram o seu Deus numa cruz, estendido e morrendo—assim"—E estendeu os braços, e deixou cair a cabeça, e disse algo que não se pode traduzir; e eu não pude olhar nem escutar, mas interrompi com veemência:
"Na verdade, não temos tais quadros—pelo menos nós aqui não temos; mas mesmo que alguns mostrem um quadro assim, será que algum dia o chamam de quadro de Deus? Dizem apenas que é um quadro de"—Mas ele me interrompeu com impaciência:
"Será que eu não sei o que eles dizem?" E então, com um toque de desdém pelo que julgava ser uma desculpa vazia da minha parte, acrescentou: "Nós também dizemos o mesmo" (o que é verdade; nenhum hindu inteligente admite que adora ídolos ou quadros; ele adora o que essas coisas representam). "O seu povo mostra os seus símbolos", continuou, no tom de quem está seguro do terreno que pisa, "exatamente como nós mostramos os nossos. Eu vi o seu Deus num grande lençol à noite; era mostrado por meio de uma lanterna mágica; e às vezes vocês o fazem de madeira ou de latão, como nós fazemos o nosso de pedra. O nome pode mudar, e o modo de fazer, mas a essência da coisa é a mesma."
"Os muçulmanos não mostram o símbolo do seu Deus; mas nós mostramos, e os cristãos também. Portanto, entre nós e os cristãos há mais em comum do que entre os muçulmanos e nós." Esta foi a contribuição de outro hindu para a discussão.
A cadeira serviu então de texto. "Quando o seu Bispo percorre as suas igrejas, ele não se senta numa cadeira como aquela, separado do povo? E da mesma maneira se senta o nosso Guru. Há muita semelhança. Além disso, os seus cristãos não ficam de pé"—e ele imitou a atitude peculiarmente deferente que alguns adotam nessas ocasiões—"exatamente como nós ficamos? E o seu povo não se sente abençoado pela presença dos Grandes? Oh, há muita semelhança!"
Expliquei que tudo isso, embora tolo, não pretendia ser mais que respeito, e que os nossos Bispos não o desejavam; ao que ele sorriu. Então continuou a discorrer sobre o que tinha visto em algumas das nossas igrejas (provavelmente quando em serviço como funcionário do Governo): a exibição, como lhe parecia, tão parecida com esta; a pompa, como ele a julgava, tão bela, como esta; as reverências e prostrações e, mesmo da parte dos que não faziam essas coisas, a evidente participação em todo o grande espetáculo. E os outros homens, que aparentemente tinham espiado pelas janelas e portas abertas, concordaram com ele.
Ele não é o primeiro a tropeçar da mesma maneira; e lembrei-me, enquanto ele falava, do que uma mulher muçulmana disse a uma amiga minha sobre uma das nossas igrejas inglesas, vista pelos olhos do marido. "Vocês têm ídolos na sua igreja", disse ela, "diante dos quais se curvam em adoração." Referia-se aos objetos sobre a mesa da Comunhão ou acima dela. Minha amiga explicou que aqueles objetos não eram ídolos. "Então por que o seu povo se curva diante deles?" Não havia nada naquela pergunta?
Muitas vezes nos perguntamos se o rápido, porém insidioso, aumento do ritualismo na Índia é compreendido na nossa terra. Na Inglaterra já é bastante ruim, mas numa terra pagã e muçulmana é, se possível, pior; e o pior de tudo é o espírito dele, ou o espírito de tolerância para com ele, que está aumentando até nos círculos missionários. Alguns do nosso povo tâmil assistem ao culto inglês nessas igrejas "avançadas" depois de terminado o seu próprio culto, e assim se familiarizam e se aclimatam aos poucos a uma atmosfera eclesiástica que lhes é estranha como membros de uma Sociedade Protestante.
Lembro-me de ter passado uma tarde de domingo com um digno pastor e sua esposa, estabelecidos no lugar onde fica a igreja em que, segundo os muçulmanos, "se adoram ídolos". Quando o sino tocou para o culto da noite, ele começou a se remexer, como se quisesse que eu fosse embora. Mas era educado demais para dizê-lo, e o motivo só me ocorreu quando o filho dele entrou com uma Bíblia e um Livro de Oração em inglês. O velho levou a mão à boca, à maneira apologética dos tâmeis. "Não reparamos nas partes tolas do culto. Gostamos de ouvir o inglês. É por causa do inglês que vamos."
"Ele não se voltou para o Oriente, mas também não ficou bem de frente; só se virou pela metade." Isto, de uma esposa de pastor, sobre alguém que ela estivera observando durante uma cerimônia de ordenação na catedral inglesa. "Só se virou pela metade." Isso descreve a atitude mental nebulosa de muitos hoje. A Índia não tem o nosso pano de fundo histórico. Ainda não tem um Livro dos Mártires de Foxe. Talvez seja por isso que o seu povo é tão indiferente a pontos que nos parecem importantes. Eles não tiveram de lutar pela sua liberdade, pelo menos no sentido em que lutaram os nossos antepassados; não há sangue puritano nas suas veias; e assim estão dispostos a seguir a direção de quase qualquer um, desde que essa direção seja dada com firmeza e persistência; o que certamente deveria tornar cuidadosos os que têm autoridade quanto às mãos em que essa direção é posta.
Mas o instinto natural do idólatra convertido é frontalmente contrário à complexidade no culto, e a favor da simplicidade. Ele não quer algo tão parecido quanto possível com a sua antiga religião, mas tão diferente dela quanto possível; e assim temos bom material de construção à mão e um fundamento já lançado. "Mas que cada um tenha cuidado em como edifica sobre ele."
Espero que isto não soe indelicado. Damos aos que têm opiniões diferentes pleno crédito de sinceridade e o direito às suas próprias opiniões; mas convicções são convicções e, sem julgar os outros que divergem, estas são as nossas, e queremos que os que, na nossa terra, estão conosco nestas coisas se unam para ajudar a deter a maré que já subiu na Índia muito mais alto do que talvez imaginem. São necessários homens corajosos, homens com um desenvolvimento de vértebras espirituais mais pleno do que é comum nestes dias acomodados, e precisamos de tais homens na nossa Igreja Nativa. Que Deus os crie; eles não são produto de seminários teológicos. E que Deus livre as Suas Missões na Índia de desperdiçar o Seu tempo, e dinheiro, e homens, no cultivo do que pode evoluir para algo de tão pouca utilidade para a criação quanto um novo gênero de água-viva.
O funcionário do Governo e os amigos ainda conversavam entre si: "Será que não sabemos o que os cristãos fazem? Não temos ouvidos? Não temos olhos? Eles fazem do jeito deles, nós fazemos do nosso. A coisa em si é realmente a mesma. Sim, a religião deles é igualzinha à nossa."
Não conseguiam ver a diferença vital entre até as formas mais corrompidas do cristianismo e o seu próprio hinduísmo; havia tantas semelhanças, e elas enchiam a sua visão mental naquele momento. Mal se podia estranhar que não conseguissem.
Voltaram-se de novo para mim e, com todo o vigor de linguagem de que eu dispunha, eu lhes disse que nem nós nem os que estão conosco jamais íamos a uma igreja onde tivéssemos motivo para pensar que haveria uma exibição de parafernália eclesiástica. Não críamos que isso estivesse de acordo com a simplicidade do Evangelho; e eu lhes disse quão simples a Verdade realmente era, mas eles não quiseram acreditar em mim. Aquelas cenas que tinham visto os haviam impressionado tanto quanto impressionaram o convertido que descreveu assim o culto de Confirmação: "Subimos e nos ajoelhamos diante de um bastão" (o báculo do Bispo). Tinham observado a imensa atenção dada a todas essas ninharias sagradas e, naturalmente, elas lhes pareciam essenciais ao todo; parte dele, quase tudo dele, na verdade; e, mesmo onde o culto era na língua do povo, a sua atenção tinha sido inteiramente desviada da coisa ouvida pelas coisas vistas.
Então pensei na descrição de um culto do cristianismo primitivo, tal como é dada em 1 Coríntios. Ali a ideia evidentemente era que, se um estranho entrasse, ou espiasse para dentro, como hindus e muçulmanos tantas vezes espiam aqui, ele entendesse o que estava acontecendo; e, convicto do seu pecado e da sua necessidade, fosse "convencido"; e assim "ele se prostrará com o rosto em terra e adorará a Deus, declarando que Deus está de fato entre vocês." Compare o efeito produzido na mente destes homens hindus pelo que viram dos nossos cultos com o efeito que o Espírito Santo pretendia produzir. Podemos dizer que melhoramos o Seu modelo?
Oh, que haja uma volta à simplicidade e ao poder do Evangelho de Cristo! Então não rolaríamos pedras de tropeço como estas no caminho do nosso irmão indiano. Oh, que haja uma volta aos dias do começo dos Atos dos Apóstolos, à obscuridade, e à pobreza, e ao sofrimento, e à vergonha, e à total ausência de toda glória terrena, e à conquista de almas de uma têmpera diferente do tipo que hoje se considera suficientemente espiritual! Oh, que haja mais dos sinais de um apóstolo—cicatrizes, e a cruz—a cruz verdadeira—o opróbrio de Cristo, o Crucificado,—nenhuma mitra aqui, mas lá a coroa!
Capítulo 28 concluído
Do Ponto de Vista Hindu