Capítulo 25 · 6 min de leitura
Tradução por IA — aguardando revisão nativa
Abrindo Portas
Anne e eu deixamos o M/V Anastasis no fim de 1994. Haviam sido quatro anos muito gratificantes desde o meu vale de insônia, e fôramos abençoados com muitas experiências maravilhosas e novos amigos. Pretendíamos voltar à bela Colúmbia Britânica para, mais uma vez, assumir o pastorado de uma igreja da Christian & Missionary Alliance. Eles muito me honraram ao manterem o meu registro junto a eles, ainda que eu já não estivesse oficialmente ocupado na obra daquela denominação. Foi-me dada a designação de ministério especial, pois o Superintendente Distrital reconhecia o valor do trabalho feito pela tripulação do Anastasis no campo missionário da África Ocidental, uma área em que a C&MA tinha papel destacado.
Primeiro, porém, aproveitaríamos a oportunidade para visitar a nossa filha Lynette e a sua família na Austrália. Fomos capacitados a fazê-lo pela generosidade de um médico que estava de visita ao Anastasis. Certa noite, enquanto conversávamos, mencionei que eu tinha três netos na Austrália que nunca vira. Naquela tarde, ele foi à nossa cabine e disse a Anne, “Sempre que vocês quiserem ir à Austrália, as suas passagens estão pagas!” Essa seria uma viagem única na vida, e por isso planejamos uma visita de seis meses.
Imagine a nossa alegria acrescida quando Anne foi informada, quase em tom de desculpas, pelo agente de viagens britânico, de que a maneira mais econômica seria viajarmos via Canadá, com uma parada em Vancouver. “Sim, poderíamos parar no caminho, se quiséssemos.” Assim foi que passamos um mês em Victoria, vendo as famílias das nossas outras filhas e os amigos, antes de prosseguirmos a nossa jornada até Lynette e a sua família, em Canberra.
O primeiro mês seria muito difícil para mim, ao me ajustar a uma vida de inatividade e de incerteza quanto ao futuro. Então fui ensinar na escola de verão da Capernwray Bible School, em Moss Vale, perto de Sydney. Era a primeira semana de janeiro de 1995, e os alunos vinham por uma semana, de todo o leste da Austrália.
O meu convite para falar nessa escola veio como uma grande surpresa e merece ser contado. Dois anos antes, estando na África, eu recebera uma carta de um jovem casal que frequentara a Capernwray na Austrália, numa escola de 6 meses. Contaram-me que o diretor dissera que, se eu algum dia fosse à Austrália, seria bem-vindo para ensinar na escola (li aquilo como o comentário comum de um líder respondendo ao pedido de um aluno de ‘por favor, convide o meu pastor para vir ensinar na escola’ – sabendo que poucos deles algum dia chegariam ‘lá embaixo’).
Quando soubemos que iríamos à Austrália em outubro de 1995 – março de 1996, escrevi ao diretor da escola, contando-lhe da nossa visita e perguntando se haveria oportunidade de ensinar na escola por uma semana, mais ou menos.
A resposta dele foi mais do que eu previra, pois me convidou a ensinar naquela ‘escola de verão’ de duas semanas, à qual viria gente de todo o litoral leste da Austrália. Fui convidado a dar dez palestras de uma hora sobre um tema de minha escolha.
Cerca de setenta de nós nos reunimos em Wongabri, a bela sede da Capernwray, na véspera do Ano Novo de 1995. Peter McDonough, o diretor, deu-nos as boas-vindas e então convidou cada um a levantar-se e a apresentar-se. Muitos haviam percorrido grandes distâncias para participar daquela semana, vindos de Adelaide, Melbourne e Brisbane, além dos que moravam mais perto. Fui o último a levantar-me e comecei a minha apresentação dizendo, “Peter McDonough, ou você é um homem muito corajoso, ou um homem muito insensato, ou um homem muito espiritual!” Passei a contar como ele me convidara para ser o seu preletor, sem me ter visto nem ouvido.
“Talvez eu seja o preletor mais enfadonho que vocês já ouviram, e vocês pagaram um bom dinheiro para viajar até aqui e participar desta escola.” Basta dizer que a semana correu muito bem, e eu estava constantemente consciente da direção do Senhor, ao ver como os meus ensinos do livro de Efésios se encaixaram tão bem com as outras palestras dadas por Peter e por um dos seus colegas. (O tema do meu ensino tornou-se a fonte do primeiro livro que escrevi “A Chave na Minha Mão”) Enquanto nos reuníamos para as despedidas, Peter contou como chegara a convidar-me para ser o professor deles. Ele entrara no seu escritório certo dia com uma lista de nomes sobre os quais deveria orar para ver a quem convidar. Pediu à sua secretária que não o interrompesse, pois passaria aquela manhã em oração.
Ficou surpreso ao saber que só uma carta havia chegado naquele dia, em vez das muitas de costume, e por isso decidiu lê-la antes de começar a sua oração. Era de um desconhecido na África, dizendo que se sentiria honrado em ensinar na escola (comum), se houvesse oportunidade. Peter ficou impressionado com o fato de que apenas uma carta chegara naquele dia e começou a perguntar-se se aquilo seria a intervenção do Senhor. Não teve paz quanto a quem convidar quando foi almoçar em casa com a sua esposa, Pam. Oraram juntos e sentiram que o Senhor de fato os havia dirigido por meio daquela única carta – “e assim convidei Gareth com muita apreensão.”
Como resultado daquela semana, recebi convites para falar em muitas igrejas. Em fevereiro, Anne e eu fomos de carro a Melbourne, onde participamos da conferência anual da C&MA na Austrália. Seguiram-se mais convites, de modo que logo víamos cada fim de semana tomado por compromissos para falar. Houve duas conferências de fim de semana em Adelaide, separadas por dez dias em Perth, no oeste da Austrália. Depois, uma visita a Brisbane, onde tivemos a oportunidade de passar um tempo com a minha irmã e a sua família.
Antes de deixarmos a Austrália, recebi a visita do presidente australiano da C&MA, que me convidou a voltar dois anos depois para conduzir um retiro para os seus pastores, presbíteros e as esposas deles, em Melbourne.
“É isto o que você deveria estar fazendo.” disse Anne. “O seu coração não está na politicagem de uma igreja local, mas em vir ao lado de pastores e missionários para encorajá-los e ministrar-lhes. Tire um tempo para ver se é para aqui que o Senhor o conduzirá a seguir.
Podemos viver da renda dos estudantes em nossa casa, e você pode viajar para ensinar.” Basta dizer que, nestes anos que se seguiram, temos ficado admirados ao ver a direção do Senhor abrindo portas para eu viajar e ministrar em tantos países, nenhum dos quais jamais busquei por carta ou telefone. Ele tem provido cada centavo de que precisei para as viagens, sem qualquer pedido nem aviso a ninguém a respeito da necessidade. Viajei ao México, ao Peru e ao Brasil, à Índia e ao Nepal, à Austrália e à Nova Zelândia, à Holanda e à Grã-Bretanha.
Cada vez que embarco num avião, expresso o meu assombro ao Senhor com uma oração para que Ele me guarde de uma atitude de turista e de orgulho, e para que me conduza ao obreiro sofredor a quem Ele quer que eu fale.