Capítulo 5 · 5 min de leitura · 7 min de escuta
D. L. Moody (1837 – 1899)
Quem foi ele?
Dwight Lyman Moody nasceu em 5 de fevereiro de 1837, em Northfield, Massachusetts, o sexto de nove filhos. O pai morreu quando ele tinha quatro anos, deixando a família na pobreza. Estudou apenas até a quinta série e, aos dezessete anos, mudou-se para Boston para trabalhar na loja de sapatos do tio. Converteu-se em 1855, aos dezoito anos, quando seu professor da escola dominical, Edward Kimball, foi até a loja e o conduziu a Cristo ali mesmo, atrás do balcão.
Mudando-se para Chicago, Moody lançou-se de corpo e alma à obra cristã — a ACM, uma escola dominical para as crianças pobres dos cortiços e uma igreja independente que chegou a reunir uma congregação de 1.500 pessoas. Era um homem de energia imensa, de calor humano e de amor prático. Depois que o Grande Incêndio de Chicago, em 1871, destruiu o prédio de sua igreja, ele ficou sem nada — mas o que veio em seguida foi uma crise de oração que o transformou.
Em 1871, estando em Nova York em busca de recursos para a reconstrução, Moody caminhava por uma rua quando o poder do Espírito Santo desceu sobre ele de modo tão avassalador que ele teve de pedir a Deus que parasse. Sua pregação mudou imediatamente em poder e em efeito, e centenas se convertiam por onde quer que ele passasse. A partir daquele momento, ele se tornou o maior evangelista de massas do século dezenove.
Ao lado do cantor Ira Sankey, Moody realizou cruzadas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha que se tornaram momentos decisivos na história evangélica. Fundou o Instituto Bíblico Moody, em Chicago, em 1889, as Escolas de Northfield, em Massachusetts, e uma editora que até hoje leva o seu nome. Calcula-se que ele tenha pregado a mais de 100 milhões de pessoas ao longo da vida. Morreu em 22 de dezembro de 1899 e foi sepultado em sua cidade natal, Northfield.
Uma grande resposta de oração
Depois que o Grande Incêndio de Chicago, em 1871, consumiu sua igreja e a maior parte da estrutura física de seu ministério, Moody ficou quebrantado. Havia meses, duas mulheres de sua congregação vinham lhe falando da necessidade de ser cheio do Espírito Santo. Ele não lhes dera atenção. Agora, despojado de tudo, começou a orar desesperadamente.
Enquanto andava pelas ruas de Nova York levantando dinheiro para um novo prédio, Deus foi ao seu encontro. O próprio Moody descreveu o que aconteceu: “Eu clamava o tempo todo para que Deus me enchesse com o seu Espírito. Pois bem, certo dia, na cidade de Nova York — oh, que dia! — não consigo descrevê-lo, raramente falo dele; é uma experiência quase sagrada demais para ser mencionada. Só posso dizer que Deus se revelou a mim, e tive tamanha experiência do seu amor que precisei pedir-lhe que detivesse a sua mão. Voltei a pregar. Os sermões não eram diferentes; eu não apresentava nenhuma verdade nova; e, no entanto, centenas se convertiam. Por nada deste mundo eu aceitaria voltar a ser o que era antes daquela bendita experiência.”
O fogo de Deus havia caído em resposta à oração. A partir daquele momento, Moody passou a pregar o Evangelho a milhões, a lotar as maiores arenas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha e a mudar o rumo do cristianismo evangélico no mundo inteiro.
Escrituras-chave
Romanos 10:17 — “Logo, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”
Atos 1:8 — “Mas vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês. E serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”
Mateus 9:37 – 38 — “A seara, de fato, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, roguem ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara.”
Suas palavras sobre a oração
“Orar não significa trazer Deus para baixo, para os meus pensamentos e os meus propósitos, e dobrar o seu governo segundo as minhas noções tolas, bobas e às vezes pecaminosas.
Orar significa ser elevado ao seu sentir, à união e ao propósito com ele; significa entrar no seu conselho e cumprir plenamente o seu propósito.”
“Em nossas orações, falamos com Deus; no estudo da Bíblia, Deus fala conosco; e é melhor deixarmos Deus falar a maior parte do tempo.”
“Eu preferiria saber orar a ser um grande pregador; Jesus Cristo nunca ensinou seus discípulos a pregar, mas somente a orar.”
“Depois da maravilha de ver o meu Salvador, creio que a maior maravilha será perceber quão pouco usei o poder da oração.”
“O cristão de joelhos enxerga mais longe que o filósofo na ponta dos pés. Deus não despede ninguém de mãos vazias, a não ser aqueles que estão cheios de si mesmos.”
A oração e a Palavra de Deus
“Eu orava pedindo fé e pensava que algum dia a fé desceria e me atingiria como um raio. Mas a fé parecia não vir. Um dia, li no décimo capítulo de Romanos: ‘Logo, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.’ Eu havia fechado a minha Bíblia e orado pedindo fé. Então abri a Bíblia e comecei a estudá-la, e desde então a fé não parou de crescer.”
“Uma coisa tenho notado ao estudar a Palavra de Deus: quando um homem está cheio do Espírito, ele se ocupa muito da Palavra de Deus; ao passo que o homem cheio de suas próprias ideias raramente se refere à Palavra de Deus.”
A oração e o Espírito Santo
“A Bíblia sem o Espírito Santo é um relógio de sol ao luar.”
“Creio firmemente que, no momento em que nosso coração for esvaziado do egoísmo, da ambição, da busca dos próprios interesses e de tudo o que é contrário à lei de Deus, o Espírito Santo virá e encherá cada canto do nosso coração. Mas, se estivermos cheios de orgulho, de vaidade, de ambição e do mundo, não haverá lugar para o Espírito de Deus. Antes de orarmos para que Deus nos encha, creio que devemos orar para que ele nos esvazie.”
“O Espírito de Deus primeiro concede amor; em seguida inspira esperança e depois dá liberdade; e essa é praticamente a última coisa que temos em muitas de nossas igrejas.”
Capítulo 5 concluído
D. L. Moody (1837 – 1899)