Homens de Oração
Bill Bright (1921 – 2003)

Capítulo 13 · 5 min de leitura · 7 min de escuta

Bill Bright (1921 – 2003)

Quem foi ele?

William R. Bright nasceu em 19 de outubro de 1921, em Coweta, Oklahoma, o sexto dos sete filhos de uma família de criadores de gado. Até a oitava série, estudou numa escola de sala única. Depois de um desempenho acadêmico de destaque na Northeastern State University, mudou-se para a Califórnia e construiu um bem-sucedido negócio de confeitaria. Conheceu o evangelho por meio do ministério de Henrietta Mears, na Igreja Presbiteriana de Hollywood, e em 1945 entregou sua vida completamente a Cristo.

Enquanto estudava nos seminários teológicos de Princeton e Fuller, Bright sentiu um chamado avassalador de Deus. Ele e sua esposa, Vonette, assinaram o que chamaram de “contrato de escravo” — literalmente uma entrega por escrito de todos os seus direitos e ambições a Jesus — e, em 1951, fundaram a Campus Crusade for Christ na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

Em poucos meses, centenas de estudantes da UCLA tinham entregado a vida a Cristo, entre eles o presidente do diretório estudantil, o editor do jornal do campus e vários atletas. No fim da década de 1950, a Campus Crusade já havia se espalhado por dezenas de universidades. O ministério cresceu até se tornar uma das maiores organizações cristãs do mundo, com 26.000 obreiros e 225.000 voluntários em 191 países.

Em 1952, Bright escreveu As Quatro Leis Espirituais — uma apresentação simples do evangelho que já foi distribuída a mais de 2,5 bilhões de pessoas. Em 1979, produziu o filme Jesus, que, até sua morte, havia sido traduzido para mais de 1.400 idiomas e assistido por mais de cinco bilhões de pessoas. Em 1996, recebeu o Prêmio Templeton para o Progresso na Religião — no valor de 1,1 milhão de dólares — e doou a quantia inteira para promover a oração e o jejum. Bill Bright morreu em 19 de julho de 2003.

Uma grande resposta à oração

O avanço no campus da UCLA em 1951 foi a semente da qual brotou todo o restante do ministério de Bright. Foi inteiramente fruto da oração. Quando Bright fundou a Campus Crusade com um punhado de voluntários, não havia precedente para esse tipo de ministério estudantil nem garantia de sucesso. Ele e Vonette oravam com fervor antes de cada reunião, de cada conversa, de cada ação evangelística.

Em poucos meses, o presidente do diretório estudantil da UCLA, o editor do jornal do campus e vários dos principais atletas tinham entregado a vida a Cristo. A transformação desses estudantes tão conhecidos abalou o campus. A notícia se espalhou. O movimento cresceu. Em uma década, tornara-se uma força nacional e, depois, internacional.

Mas a maior oração respondida na vida de Bright foi o filme Jesus. Sua produção exigiu anos de oração, captação de recursos pela fé, preparo teológico e trabalho logístico. Quando foi lançado, em 1979, foi exibido inicialmente em apenas alguns países. Bright orou para que ele alcançasse o mundo.

Nas décadas seguintes, Deus respondeu a essa oração muito além do que Bright poderia ter imaginado: o filme já foi visto por mais de cinco bilhões de pessoas em mais de 200 países, e centenas de milhões de pessoas fizeram a oração de salvação depois de assisti-lo. É o filme mais assistido da história da humanidade.

Textos-chave das Escrituras

Mateus 28:19 – 20 — “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu lhes ordenei.”

Atos 1:8 — “Mas vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês. E serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”

1 João 5:14 – 15 — “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já temos as coisas que lhe pedimos.”

Suas palavras sobre a oração

“Mostre-me uma igreja ou uma organização cristã que dá ênfase à oração, e eu lhe mostrarei um ministério onde as pessoas estão entusiasmadas com Jesus Cristo e testemunham dele.”

“Creio que o poder do jejum, em sua relação com a oração, é a bomba atômica espiritual que nosso Senhor nos deu para destruir as fortalezas do mal e inaugurar um grande avivamento e uma grande colheita espiritual em todo o mundo.”

“O jejum feito com coração e motivações puros traz avivamento pessoal e acrescenta poder às nossas orações. O avivamento pessoal acontece porque o jejum é um ato de humildade.”

“O jejum e a oração podem mudar o rumo da nossa nação, das nações da terra, e trazer o cumprimento da Grande Comissão.”

“Você não apenas tem a atenção da maior Pessoa do universo, mas, ao se ajoelhar em seu lugar de oração, tem o privilégio de ser usado por Deus para ajudar a transformar a vida de pessoas e de nações.”

A oração e a Palavra de Deus

“A promessa dele é que sempre responderá quando orarmos segundo a sua vontade: ‘E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve’ (1 João 5:14–15). Apegue-se a essa promessa e ore de acordo com ela.”

“O jejum e a oração são as únicas disciplinas que cumprem os requisitos de 2 Crônicas 7:14: ‘Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus.’”

A oração e o Espírito Santo

“O jejum reduz o poder do eu, para que o Espírito Santo possa realizar uma obra mais intensa dentro de nós.”

“Somos cheios do Espírito Santo somente pela fé. Ore assim: ‘Querido Pai, eu preciso de ti. Enche-me do Espírito Santo, como ordenaste que eu fosse cheio e como prometeste em tua Palavra que farias se eu pedisse com fé.’”

“Por meio do jejum e da oração, o Espírito Santo pode transformar sua vida. O jejum e a oração podem produzir mudanças em escala muito maior quando o povo de Deus busca a sua face com coração quebrantado e arrependido.”

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