Esperando em Deus ·Pela Redenção

Capítulo 29 · 4 min de leitura

Tradução por IA — aguardando revisão nativa

Pela Redenção

Vigésimo Sétimo Dia. ESPERANDO EM DEUS: Pela Redenção.

'Simeão era justo e devoto, e esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Ana, uma profetisa, . . . falava a respeito dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.'—Lc. 2:25, 38.

AQUI temos a marca de um crente que espera. Justo, reto em toda a sua conduta; devoto, dedicado a Deus, andando sempre como em sua presença; esperava a consolação de Israel, aguardando o cumprimento das promessas de Deus: e o Espírito Santo estava sobre ele. Na espera devota, ele havia sido preparado para a bênção. E Simeão não era o único. Ana falava a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém. Esta era a marca única, em meio ao formalismo e à mundanidade ao redor, de um piedoso grupo de homens e mulheres em Jerusalém. Eles estavam esperando em Deus; aguardando a redenção que ele prometera.

E agora que a Consolação de Israel veio, e a redenção foi consumada, ainda precisamos esperar? Certamente precisamos. Mas a nossa espera — nós que olhamos para trás, para a redenção já vinda — não será muito diferente da espera daqueles que olhavam para a frente, para a redenção por vir? Será, especialmente em dois aspectos. Agora esperamos em Deus no pleno poder da redenção: e esperamos pela sua plena revelação.

A nossa espera agora se dá no pleno poder da redenção. Cristo disse: 'Naquele dia vocês saberão que estão em mim. Permaneçam em mim.' As Epístolas nos ensinam a nos apresentarmos a Deus 'como de fato mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus,' 'abençoados com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.' A nossa espera em Deus pode agora dar-se na maravilhosa consciência, operada e mantida pelo Espírito Santo dentro de nós, de que somos aceitos no Amado, de que o amor que repousa sobre ele repousa sobre nós, de que estamos vivendo nesse amor, na própria proximidade, presença e vista de Deus. Os santos antigos firmaram-se na palavra de Deus e esperaram, pondo nela a sua esperança; nós também descansamos na palavra — mas, oh! sob privilégios quão maiores, como um só com Cristo Jesus. Na nossa espera em Deus, seja esta a nossa confiança: em Cristo temos acesso ao Pai; quão certos, portanto, podemos estar de que a nossa espera não pode ser vã.

A nossa espera difere também nisto: enquanto eles esperavam por uma redenção que viria, nós a vemos consumada, e agora esperamos pela sua revelação em nós. Cristo não somente disse: Permaneçam em mim, mas também eu em vocês. As Epístolas não falam somente de nós em Cristo, mas de Cristo em nós, como o mais alto mistério do amor redentor. À medida que mantemos, dia a dia, o nosso lugar em Cristo, Deus espera para revelar Cristo em nós, de tal maneira que ele seja formado em nós, que a sua mente, a sua disposição e a sua semelhança adquiram forma e substância em nós, de modo que de cada um se possa dizer, em verdade: 'Cristo vive em mim.'

A minha vida em Cristo lá em cima, no céu, e a vida de Cristo em mim aqui embaixo, na terra — as duas são o complemento uma da outra. E quanto mais a minha espera em Deus é marcada pela fé viva eu em Cristo, tanto mais o coração tem sede do CRISTO EM MIM e o reclama. E a espera em Deus, que começou com necessidades especiais e oração, será cada vez mais concentrada, no que diz respeito à nossa vida pessoal, nesta única coisa: Senhor, revela plenamente em mim a tua redenção; que Cristo viva em mim.

A nossa espera difere da dos santos antigos no lugar que ocupamos e nas expectativas que nutrimos. Mas, na raiz, é a mesma: esperar em Deus, de quem, unicamente, vem a nossa expectativa.

Aprenda com Simeão e Ana uma lição. Quão absolutamente impossível lhes era fazer qualquer coisa em prol da grande redenção — em prol do nascimento de Cristo ou da sua morte. Era obra de Deus. Nada podiam fazer senão esperar. Somos nós igualmente impotentes no que se refere à revelação de Cristo em nós? Certamente somos. Deus não realizou a grande redenção em Cristo, como um todo, deixando-nos a sua aplicação nos detalhes.

O pensamento secreto de que é assim está na raiz de toda a nossa fraqueza. A revelação de Cristo em cada crente individualmente, e em cada um a revelação diária, passo a passo e momento a momento, é obra da onipotência de Deus tanto quanto o nascimento ou a ressurreição de Cristo. Até que essa verdade entre em nós e nos encha, e sintamos que somos tão dependentes de Deus em cada momento da nossa vida, no desfrute da redenção, quanto eles o eram na sua espera por ela, a nossa espera em Deus não trará a sua plena bênção. O senso de impotência total e absoluta, a confiança de que Deus pode fazer tudo e o fará, — estas devem ser as marcas da nossa espera como o foram da deles. Tão gloriosamente como Deus se mostrou a eles o Deus fiel que opera maravilhas, assim se mostrará também a nós.

'Minha alma, espere somente em Deus!'

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Esperando em Deus Andrew Murray

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