Capítulo 6 · 3 min de leitura
Tradução por IA — aguardando revisão nativa
Mais Fruto
E todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto—João 15.2
O pensamento do fruto é tão proeminente aos olhos daquele que vê as coisas como elas são, o fruto é tão verdadeiramente a única coisa em que Deus pôs o seu coração, que o nosso Senhor, depois de dizer que o ramo que não dá fruto é cortado, logo acrescenta: e onde há fruto, o único desejo do Agricultor é mais fruto. Como dádiva da sua graça, como sinal de vigor espiritual, como manifestação da glória de Deus e de Cristo, como o único meio de satisfazer a necessidade do mundo, Deus anseia por mais fruto, e para ele nos prepara.
Mais Fruto—Esta é uma palavra que muito nos sonda. Como igrejas e como indivíduos, de nada corremos tanto perigo quanto da autossatisfação. O espírito secreto de Laodiceia—somos ricos, enriquecemos e de nada temos falta—pode prevalecer onde menos se suspeita. A advertência divina—pobre, miserável e infeliz—encontra pouca resposta justamente onde é mais necessária.
Não nos contentemos com o pensamento de que tomamos parte igual à dos outros na obra que se realiza, ou de que os homens estão satisfeitos com os nossos esforços no serviço de Cristo, ou até nos apontam como exemplos. Seja o nosso único desejo saber se estamos dando todo o fruto que Cristo está disposto a dar por meio de nós, como ramos vivos, em estreita e viva união com Ele mesmo; se estamos satisfazendo o coração amoroso do grande Agricultor, nosso Pai no Céu, em seu desejo de mais fruto.
Mais Fruto—A palavra vem com autoridade divina para sondar e provar a nossa vida: o verdadeiro discípulo se entregará de todo o coração à sua santa luz, e pedirá com fervor que o próprio Deus lhe mostre o que porventura falte na medida ou no caráter do fruto que produz. Creiamos, sim, que a Palavra tem por fim conduzir-nos a uma experiência mais plena do propósito de amor do Pai, da plenitude de Cristo, e do maravilhoso privilégio de dar muito fruto na salvação dos homens.
Mais Fruto—A palavra é das mais animadoras. Escutemo-la. É justamente ao ramo que já dá fruto que vem a mensagem: mais fruto. Deus não exige isto como Faraó, o feitor, ou como Moisés, o legislador, sem prover os meios. Ele vem como um Pai, que dá o que pede, e opera o que ordena. Vem a nós como aos ramos vivos da Videira viva, e se oferece a operar em nós o mais fruto, se tão somente nos entregarmos em suas mãos. Não haveremos de reconhecer a exigência, aceitar a oferta, e esperar que seja Ele a operá-la em nós?
“Para que dê mais fruto”: creiamos, sim, que, assim como o dono de uma videira faz tudo para tornar a colheita tão rica e abundante quanto possível, o divino Agricultor fará tudo o que for necessário para nos fazer dar mais fruto. Tudo o que Ele pede é que ponhamos nisto o desejo do nosso coração, que nos confiemos à sua ação e ao seu cuidado, e que, com alegria, esperemos que Ele realize em nós a sua obra perfeita. Deus pôs o seu coração em mais fruto; Cristo aguarda para operá-lo em nós; olhemos com alegria para o nosso divino Agricultor e para a nossa Videira celestial, na certeza de que daremos mais fruto.
Pai nosso que estás no Céu, Tu és o Agricultor celestial. E Cristo é a Videira celestial. E eu sou um ramo celestial, participante da sua vida celestial, para dar o seu fruto celestial. Pai, que o poder da sua vida de tal modo me encha, que eu dê sempre mais fruto, para a glória do Teu nome.