Capítulo 23 · 3 min de leitura
Tradução por IA — aguardando revisão nativa
Vocês, Assim Como Eu
Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor—João 15.10
Tivemos ocasião, mais de uma vez, de falar da perfeita semelhança entre a videira e o ramo em natureza e, portanto, em finalidade. Aqui Cristo já não fala em parábola, mas nos diz claramente como a sua própria vida é o modelo exato da nossa. Ele havia dito que é somente pela obediência que podemos permanecer no seu amor. Agora nos diz que foi assim que Ele permaneceu no amor do Pai. Assim como a Videira, assim o ramo. A sua vida, a sua força e a sua alegria estiveram no amor do Pai: foi somente pela obediência que Ele permaneceu nele. Podemos encontrar a nossa vida, a nossa força e a nossa alegria no seu amor o dia inteiro, mas é somente por uma obediência semelhante à sua que podemos permanecer nele. A perfeita conformidade com a Videira é uma das mais preciosas lições do ramo. Foi pela obediência que Cristo, como Videira, honrou o Pai como Agricultor; é pela obediência que o crente, como ramo, honra a Cristo como Videira.
Obedecer e permanecer—Essa foi a lei da vida de Cristo, tanto quanto deve ser a da nossa. Ele foi feito semelhante a nós em todas as coisas, para que fôssemos semelhantes a Ele em todas as coisas. Ele abriu um caminho no qual podemos andar assim como Ele andou. Tomou a nossa natureza humana para nos ensinar como vesti-la, e nos mostrar como a obediência, sendo o primeiro dever da criatura, é o único caminho para permanecer no favor de Deus e entrar na sua glória. E agora Ele vem instruir-nos e encorajar-nos, e nos pede que guardemos os seus mandamentos, assim como Ele guardou os mandamentos de seu Pai e permanece no seu amor.
A conveniência divina dessa ligação entre obedecer e permanecer, entre os mandamentos de Deus e o seu amor, é facilmente percebida. A vontade de Deus é o próprio centro da sua perfeição divina. Como revelada nos seus mandamentos, ela abre o caminho para que a criatura cresça até à semelhança do Criador. Ao aceitar e fazer a sua vontade, eu me elevo à comunhão com Ele. Foi por isso que o Filho, ao entrar no mundo, disse: “Eis que venho para fazer a tua vontade, ó Deus”! Este era o lugar e esta seria a bem-aventurança da criatura. Foi isto que ela perdeu na Queda. Foi isto que Cristo veio restaurar. É isto que, como a Videira celestial, Ele nos pede e nos concede: que, assim como Ele permaneceu no amor do Pai guardando os seus mandamentos, também nós guardemos os seus mandamentos e permaneçamos no seu amor.
Vocês, assim como eu—O ramo não pode dar fruto senão à medida que tem exatamente a mesma vida da Videira. A nossa vida deve ser a réplica exata da vida de Cristo. E pode sê-lo, justamente na medida em que cremos nele como a Videira, que comunica a si mesmo e a sua vida aos seus ramos. “Vocês, assim como eu”, diz a Videira: uma só lei, uma só natureza, um só fruto. Aprendamos, pois, do nosso Senhor a lição da obediência como o segredo da permanência. Confessemos que a obediência simples, implícita e universal tem ocupado muito pouco o lugar que deveria ter. Cristo morreu por nós quando éramos inimigos, quando éramos desobedientes. Ele nos tomou para dentro do seu amor; agora que estamos nele, a sua Palavra é: “Obedeçam e permaneçam; vocês, assim como eu.” Entreguemo-nos a uma obediência voluntária e amorosa. Ele nos guardará permanecendo no seu amor.
Vocês, assim como eu. Ó minha bendita Videira, que fazes o ramo participar em tudo da tua vida e semelhança, também nisto eu hei de ser semelhante a ti: como a tua vida está no amor do Pai pela obediência, assim a minha no teu amor! Salvador, ajuda-me, para que a obediência seja de fato o elo entre ti e mim.