Capítulo 5 · 32 min de leitura
Maio
Maio 1
“O fruto do Espírito é a benignidade” (Gl 5:22).
A aspereza da natureza se derreteu, e agora ela resplandece com o sorriso da primavera, e tudo ao nosso redor sussurra a brandura de Deus. Este belo fruto está em encantadora harmonia com o brando mês do qual é a nota dominante. Que o Espírito Santo nos conduza, amados, nestes dias, à sua doçura, quietude e brandura, subjugando todo hábito grosseiro, rude, áspero e profano, e tornando-nos semelhantes a Ele, de quem está escrito: “Não contenderá, nem clamará, nem se ouvirá pelas ruas a sua voz.”
O homem verdadeiramente cheio de Jesus será sempre um cavalheiro. A mulher batizada com o Espírito Santo terá os instintos de uma perfeita dama, ainda que de origem humilde e pouco instruída nas escolas do refinamento terreno. Amados, recebamos e reflitamos a brandura de Cristo, o espírito do santo menino, até que o mundo diga de nós, como o polido e incrédulo Chesterfield disse certa vez do santo Fénelon: “Se eu tivesse permanecido em sua casa mais um dia, teria de me tornar cristão.”
Senhor, ajuda-nos hoje a nos entregarmos de tal modo ao brando Espírito-Pomba, que as nossas vidas sejam como a Sua vida.
Maio 2
“Sempre nos faz triunfar” (2 Co 2:14).
Como estas palavras nos ajudam. Pense nelas quando as pessoas o irritarem, quando o diabo o ferir com seus dardos inflamados, quando o seu espírito sensível e obstinado se agastar ou se inquietar; deixe que uma voz suave se ouça acima da contenda, sussurrando: “Conserva-te doce, conserva-te doce!” E, se você tão somente a atender prontamente, será salvo de mil quedas e guardado em perfeita paz.
É verdade, você não pode conservar-se doce a si mesmo, mas Deus o guardará se vir que é o seu propósito firme e determinado ser conservado doce, e recusar-se a inquietar-se, a guardar rancor ou a revidar. O problema é que você antes se compraz em um pouco de irritação e melancolia. Você quer acalentar o pequeno rancor, ter pena dos seus sentimentos feridos e alimentar a sua pequena queixa.
Caros amigos, Deus lhes dará todo o amor que verdadeiramente desejarem e honestamente escolherem. Você pode ter a sua queixa ou pode ter a paz que excede todo o entendimento; mas não pode ter ambas.
Há um bálsamo para mil dores do coração, e um céu de paz e poder nestas duas pequenas palavras—CONSERVA-TE DOCE.
Maio 3
“A minha paz vos dou” (Jo 14:27).
Aqui está o segredo da paz permanente—a paz de Deus. Entregamo-nos a Deus, e o Espírito Santo toma posse do nosso íntimo. É verdadeiramente “Paz, Paz”. Mas é justamente então que o diabo começa a nos desviar, e o faz por meio dos nossos pensamentos, distraindo-os ou dispersando-os conforme a ocasião requer. Este é o momento de provar a sinceridade da nossa consagração e a integridade do nosso coração. Se verdadeiramente desejamos a Sua presença mais do que tudo, nos desviaremos de todo pensamento contrário e olharemos firmemente para Jesus. Mas se desejamos a satisfação do nosso impulso mais do que a Sua presença, cederemos à palavra apaixonada, ao pensamento frívolo ou à distração pecaminosa, e, quando voltamos, o nosso Pastor partiu, e nos perguntamos por que a nossa paz se foi. O fracasso ocorre muitas vezes em alguma coisa insignificante, e o fracasso da alma se deu em alguma coisa insignificante, geralmente um pensamento ou uma palavra, e a alma que não teria temido escalar uma montanha na verdade tropeçou numa palha.
O verdadeiro segredo do descanso perfeito é estar zelosa e habitualmente ocupado com Jesus.
Maio 4
“Maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4:4).
Satanás gosta de nos fazer tropeçar em pequenas coisas. A razão disso é que geralmente é para ele uma vitória maior, e mostra que pode nos transtornar com uma apara e nos derrubar com uma palha. É a velha jactância do jebuseu, quando disseram a Davi que podiam defender Jerusalém com uma guarnição de cegos e coxos. A maioria de nós se sai melhor nas grandes lutas do que nas pequenas. Foi por causa de uma pequena maçã que Adão caiu, mas o mundo inteiro naufragou. Cuidado, amados, com as pequenas pedras de tropeço, e não deixem que Satanás ria de vocês e conte aos seus sequazes como os fez tropeçar numa casca de laranja. E também, quando o diabo quer impedir alguma grande bênção em nossas vidas, geralmente lança sobre ela alguma sombra feia e a faz parecer desagradável para nós. Quantos de nós temos nos afastado de verdades, lugares e pessoas nos quais Deus reapareceu, a maior bênção de nossas vidas, e o diabo conseguiu manter-nos longe deles por algum preconceito falso ou tolo!
Maio 5
“Se, pois, já ressuscitastes” (Cl 3:1).
Deus está esperando esta manhã para marcar as horas iniciais, para todo coração pronto e disposto, com um toque de vida e poder que erguerá as nossas vidas a prazeres mais elevados e oferecerá à nossa visão horizontes mais grandiosos de esperança e santo serviço.
Não precisaremos procurar muito longe para descobrir o nosso Senhor ressuscitado. Ele estava adiante até do mais madrugador buscador naquela manhã de Páscoa, e estará à nossa espera antes de romper o dia, com o seu alegre “Salve!”, se apenas tivermos olhos para ver e corações para acolhê-lo e obedecer-lhe.
Qual é a Sua mensagem para nós nesta primavera? “Se, pois, já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”
Não é ressurgir com Cristo, mas ressuscitar. Não é elevar-se um pouco mais na velha vida, mas levantar-se dentre os mortos. A ressurreição não significará mais do que a morte significou. Somente na medida em que estivermos realmente mortos viveremos com Ele.
Maio 6
“Considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 6:11).
A morte é apenas por um momento. A vida é para todo o sempre. Vivei, pois, ó filhos da ressurreição, da Sua vida gloriosa, cada vez mais abundantemente, e a plenitude da vossa vida repelirá a intrusão do eu e do pecado, e vencerá o mal com o bem, e a vossa existência será, não a triste repressão da vossa própria luta, mas a maré crescente da vida espontânea e vitoriosa de Cristo.
Certa vez, numa reunião religiosa, um querido irmão nos deu uma palestra deveras revigorante sobre a vida ressurreta. Depois, outro irmão se levantou e falou por muito tempo sobre a necessidade da autocrucificação. Um suor frio caiu sobre todos nós, e mal conseguíamos entender por quê. Mas, depois que ele terminou, uma boa irmã esclareceu toda a situação, dizendo que “o Pastor S. nos havia tirado a todos da sepultura com o seu discurso, e então o Pastor P. nos pôs de volta nela”.
Não volte para a sepultura depois de ter saído dela, mas viva como Ele, que “vive e esteve morto, e eis que está vivo para todo o sempre, e tem as chaves do inferno e da morte”. Mantenha-se fora do túmulo, conserve a porta trancada e as chaves nas Suas mãos ressuscitadas.
Maio 7
“De novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4:19).
É um momento bendito quando nascemos de novo e um novo coração é criado em nós à imagem de Deus. É um momento ainda mais bendito quando neste novo coração o próprio Cristo nasce, e o tempo do Natal se reproduz em nós, à medida que, em algum sentido real, nos tornamos encarnações do Cristo vivo. Este é o significado mais profundo e mais santo do cristianismo. Está expresso na oração de Paulo pelos gálatas: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.”
Haverá ainda uma era mais gloriosa, quando nós, como Ele, seremos transformados e transfigurados na Sua glória, e na ressurreição seremos, em espírito, alma e corpo, assim como Ele.
Vivamos, sob o poder deste pensamento inspirador, como encarnações de Cristo; não vivendo a nossa vida, mas a vida de Cristo, e manifestando as excelências, não de nós mesmos, mas daquele que nos chamou “das trevas para a sua maravilhosa luz”; assim a nossa vida será para todos o reviver, na nossa condição, da vida de Cristo, como Ele a teria vivido, se estivesse aqui.
Maio 8
“Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer” (Jo 12:24).
Morte e ressurreição são as ideias centrais da natureza e do cristianismo. Nós as vemos na transformação da crisálida, na semente sepultada que irrompe no botão e na flor da primavera, na mudança da mortalha do inverno para os mantos multicoloridos da primavera. Nós as vemos por toda a Bíblia no símbolo da circuncisão, com o seu significado de morte e vida, na passagem do Mar Vermelho e do Jordão, que conduz para fora e conduz para dentro, e na cruz do Calvário e no túmulo aberto da manhã de Páscoa. Nós as vemos em toda vida espiritual profunda. Toda vida verdadeira nasce da morte, e quanto mais profundo o morrer, mais verdadeiro o viver. Não duvidamos de que os meses que se passaram nos mostraram a todos muitos lugares onde deveria haver uma sepultura, e muitos restos remanescentes do natural e do pecaminoso que de bom grado deitaríamos numa sepultura sem fundo. Deus nos ajude a proferir a sentença irrevogável de morte e a deixar que o Espírito Santo, o grande coveiro, torne o sepultamento eterno. Então a nossa vida estará sempre brotando, florescendo e espalhando fragrância sobre tudo.
Maio 9
“Salve!” (Mt 28:9).
Foi uma saudação emocionante que o Senhor da Vida dirigiu aos seus primeiros discípulos na manhã da ressurreição. É uma palavra brilhante e radiante que, em Seu nome, dirigiríamos aos Seus amados filhos no início de mais um dia. Significa muito mais do que aparenta à superfície. É, na verdade, uma oração pela nossa saúde, que somente aqueles que creem na cura do corpo podem compreender plenamente. Um amigo atencioso sugeriu certa vez que a palavra “salve” realmente significa saúde, e é justamente a antiga forma saxônica da palavra. Todos nós sabemos que uma pessoa sã é uma pessoa saudável. A mensagem do nosso Senhor, portanto, era em essência aquela saudação que, desde tempos imemoriais, dirigimos uns aos outros quando nos encontramos: “Como vai a sua saúde?” “Como vai você?” ou, melhor ainda, “Desejo-lhe saúde”. O desejo de Cristo equivale a uma promessa e a uma ordem. É muito semelhante à bênção do apóstolo João ao seu querido amigo Gaio, e a repetiríamos aos nossos amados amigos, segundo a plenitude da vontade do Mestre.
Maio 10
“Estou vivo para todo o sempre” (Ap 1:18).
Eis aqui a mensagem do Cristo da cruz e do ainda mais glorioso e precioso Cristo da ressurreição. É belo e inspirador notar o toque de luz e glória com que estas simples palavras revestem a cruz. Não está dito: Eu sou aquele que esteve morto e vive, mas: “Eu sou aquele que vive e esteve morto, mas estou vivo para todo o sempre.” A vida é mencionada antes da morte. Há duas maneiras de olhar para a cruz. Uma é pelo lado da morte, e a outra pelo lado da vida. Uma é o Ecce Homo, e a outra é o Jesus glorificado, apenas com as marcas dos cravos e da lança. É assim que devemos olhar para a cruz. Não devemos carregar conosco o molde do sepulcro, mas a glória da ressurreição. Não é o Ecce Homo, mas o Cristo vivo. E assim a nossa crucificação há de ser tão completa que se perderá na nossa ressurreição, e até esqueceremos a nossa tristeza e levaremos conosco a luz e a glória da manhã eterna. Vivamos, pois, a vida nascida da morte, sempre nova e cheia de uma vida que jamais pode morrer, porque está “morta e viva para todo o sempre”.
Maio 11
“Qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á” (Lc 9:24).
Em primeiro lugar, Cristo ensina ressurreição e vida. O poder do cristianismo é vida. Ele não nos traz apenas lei, dever, exemplo, com alto e santo ensino e admoestação. Traz-nos o poder de seguir o ideal mais elevado e a vida que espontaneamente faz as coisas ordenadas. Mas não é apenas vida, e sim vida de ressurreição.
E começa com uma crise real, uma transação definida, um ponto no tempo tão claro como o alvorecer da manhã. Não é um eterno morrer nem uma eterna luta para viver. Mas está todo expresso num tempo verbal que denota definição, fixidez e ação consumada. Na verdade morremos em certo ponto e, tão realmente, começamos a viver a vida de ressurreição.
Consideremo-nos, pois, verdadeiramente mortos para o pecado, mas vivos para Deus por meio de Jesus Cristo.
E a morte é apenas o caminho e o portal, para a vida que jamais morrerá; e a cruz conduz à coroa eterna, o Jordão à brilhante praia de Canaã.Maio 12
“Dize-me onde fazes descansar o teu rebanho ao meio-dia” (Ct 1:7).
Amados, não anseiam vocês pela quietude de Deus, pelas câmaras interiores, pela sombra do Todo-Poderoso, pelo segredo da Sua presença? A sua vida tem sido, talvez, só correria e labuta, ou talvez esforço, luta, anseio sem obter. Oh, por descanso! Repousar sobre o Seu seio e saber que você tem tudo Nele, que toda questão está respondida, toda dúvida resolvida, todo interesse seguro, toda oração atendida, todo desejo satisfeito. Levante o clamor: “Dize-me, ó tu a quem ama a minha alma, onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia!”
Bendito seja o Seu nome! Ele tem isto para nós, o Seu amor exclusivo—um amor que cada um, de algum modo, sente ser todo para si mesmo, no qual pode repousar sozinho sobre o Seu peito e ter um lugar que nenhum outro pode disputar; e, contudo, o Seu coração é tão grande que pode ter mil milhões igualmente perto, e cada coração parece possuí-lo tão exclusivamente para si, assim como as mil pequenas poças de água sobre a praia podem refletir o sol, e cada pequena poça parece ter o sol inteiro acolhido em suas belas profundezas. E Cristo pode nos ensinar este segredo do Seu mais íntimo amor.
Maio 13
“Permanecei em mim” (Jo 15:4).
O cristianismo pode não significar nada mais do que um sistema religioso. A vida cristã pode não significar nada mais do que uma tentativa sincera e honesta de seguir e imitar Cristo.
A vida de Cristo é mais do que isso, e exprime a nossa real união com o Senhor Jesus Cristo, e Ele está, sem dúvida, em nós como a vida e a fonte de toda a nossa experiência e obra.
Esta concepção da mais elevada vida cristã é, ao mesmo tempo, mais simples e mais sublime do que qualquer outra. Não ensinamos nestas páginas que o propósito da redenção de Cristo é restaurar-nos à perfeição adâmica, pois, se a tivéssemos, a perderíamos amanhã; mas antes unir-nos ao segundo Adão e elevar-nos a um plano mais alto do que os nossos primeiros pais jamais conheceram.
Esta é a única coisa que pode reconciliar os elementos em conflito das diversas escolas de ensino a respeito da vida cristã.
O Espírito de Deus nos levará a não ter controvérsia a respeito de meras teorias, mas simplesmente a nos apegarmos à pessoa e à vida do próprio Jesus Cristo, e ao privilégio de estarmos unidos a Ele, vivendo em constante dependência do Seu poder guardador e da Sua graça.
Maio 14
“Mas Deus” (Lc 12:20).
Que mais realmente precisamos? Que mais Ele está tentando nos fazer compreender? A religião da Bíblia é inteiramente sobrenatural. O único recurso da fé sempre foi o Deus vivo, e somente Ele. Os filhos de Israel dependiam absolutamente de Jeová enquanto marchavam pelo deserto, e a única razão por que os seus inimigos os temiam e se apressavam a submeter-se era que reconheciam entre eles o brado de um Rei, e a presença de Alguém diante de quem toda a sua força era vã.
“Em que”, perguntou Moisés, “seremos separados de todos os outros povos da terra, senão em que tu vais adiante de nós?”
Uma igreja que se apoia na sabedoria, na riqueza ou nos recursos humanos deixa de ser o corpo de Cristo e se torna uma sociedade terrena. Quando ousamos depender inteiramente de Deus e sem duvidar, os mais humildes e débeis instrumentos se tornarão “poderosos em Deus para destruição das fortalezas”. Que o Espírito Santo nos dê, em todo tempo, a Sua própria concepção destas duas grandes palavras: “Mas Deus”.
Maio 15
“Prossigo para o alvo” (Fp 3:14).
Temos pensado muito no que recebemos. Pensemos nas coisas que não recebemos, em alguns dos vasos que ainda não foram cheios, em alguns dos lugares de nossa vida que o Espírito Santo ainda não tomou posse para Deus, nem assinalou com a Sua glória e a Sua presença.
Serão os meses vindouros marcados por uma diligente e sondadora aplicação do “resto do azeite” às possibilidades ainda não ocupadas da nossa vida e do nosso serviço?
Temos conhecido a Sua plenitude de graça em nossa vida espiritual? Provamos um pouco da Sua glória? Cremos na Sua promessa para a mente, a alma, o espírito? Conhecemos todas as Suas possibilidades para o corpo? Provamos o Seu poder de controlar os eventos da providência e de mover os corações dos homens e das nações? Abriu-nos Ele a casa do tesouro de Deus e supriu as nossas necessidades financeiras como poderia? Chegamos sequer a começar a compreender o ministério da oração, como Deus quer que o exerçamos? Deus nos dê “o resto do azeite”!
Maio 16
“Não é do homem que caminha o dirigir os seus passos” (Jr 10:23).
Unido a Jesus Cristo como o seu Redentor, você é aceito no Amado. Ele não apenas toma o meu lugar como homem e paga as minhas dívidas. Faz isso e muito mais. Ele vem dar um ideal perfeito do que um homem deve ser. Ele é o homem-modelo, não para que o copiemos, pois isso só traria desânimo e completo fracasso, mas Ele virá e copiará a Si mesmo em nós. Se Cristo vive em mim, sou outro Cristo. Não sou semelhante a Ele, mas tenho a mesma mente. O próprio Cristo está em mim. Este é o fundamento da santidade cristã e da cura divina. Cristo está desenvolvendo uma vida perfeita dentro de nós. Alguns dizem que o homem nunca pode ser perfeito. “Não é do homem que caminha o dirigir os seus passos.” Somos todos um punhado de fracassados. Isto é verdade, mas devemos ir além. Devemos tomar a provisão de Deus para o nosso fracasso e erguer-nos acima dele pela Sua graça. Devemos tomar Jesus como substituto do nosso miserável eu. Devemos abrir mão tanto do bem como do mal e tomá-lo em lugar disso. É difícil para nós aprender que o próprio bem tem de ir embora, mas devemos ter impulsos divinos em lugar até das nossas melhores conquistas.
Maio 17
“Ao que vencer darei” (Ap 2:17).
Um precioso segredo da vida cristã é ter Jesus habitando dentro do coração e vencendo coisas que nós jamais poderíamos vencer. É o único segredo do poder em sua vida e na minha, amados. Os homens não conseguem compreendê-lo, nem o mundo o crerá; mas é verdade que Deus virá habitar em nós, e será o poder, a pureza, a vitória e a alegria da nossa vida. Já não é mais: “Qual é o melhor que eu posso fazer?”, mas a pergunta é: “Qual é o melhor que Cristo pode fazer?” Isso nos permite dizer, com Paulo, naquela bela passagem de Filipenses: “Sei estar abatido e sei ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”
Com este conhecimento saio para enfrentar as minhas provações, e o segredo me sustenta bem. Ele me conserva puro e doce, como eu jamais poderia conservar-me. Cristo enfrentou o adversário e o derrotou por mim. Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de Jesus Cristo.
Maio 18
“Porque morrestes” (Cl 3:3).
Ora, este definitivo, absoluto e final despojar de nós mesmos, num ato de morte, é algo que não podemos fazer por nós próprios. Não é automortificação, mas é morrer com Cristo. Nada pode fazê-lo senão a cruz de Cristo e o Espírito de Deus. A igreja está cheia de pessoas meio mortas que têm tentado, como o pobre Nero, matar-se a si mesmas por anos, e não tiveram a coragem de desferir o golpe fatal. Oh, se apenas se pusessem aos pés de Jesus e o deixassem fazê-lo, haveria consumação e descanso. Naquela cruz Ele proveu tanto para a nossa morte como para a nossa vida, e a nossa parte é apenas deixar que a Sua morte seja aplicada à nossa natureza, assim como foi aplicada aos nossos velhos pecados, e então deixá-la com Ele, não pensar mais nisso, e considerá-la morta, não a reconhecendo mais como nós mesmos, mas como outra, recusando-nos a ouvi-la ou temê-la, a identificar-nos com ela, ou mesmo a tentar purificá-la, mas considerando-a inteiramente nas Suas mãos, e morta para nós para sempre, e, para toda a nossa nova vida, dependendo Dele a cada respiração, como um bebê recém-nascido depende da vida de sua mãe.
Maio 19
“Ele o limpa, para que produza mais fruto” (Jo 15:2).
Recentemente passamos por um jardim. O jardineiro acabara de terminar a poda, e as feridas da faca e do serrote apenas começavam a cicatrizar, enquanto o cálido sol de abril nutria suavemente a planta ferida de volta à vida e ao vigor. Pensamos, ao olhar para aquela planta, quão cruel seria começar na semana seguinte a cortá-la. Ora, o trabalho do jardineiro é revivê-la e nutri-la de volta à vida. A tarefa dela não é morrer, mas viver. Assim, pensamos, é com a disciplina da alma. Ela também tem a sua hora de morrer; mas não deve estar sempre morrendo: antes, consideremo-nos verdadeiramente mortos para o pecado, mas vivos para Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. A morte é apenas um momento. Vivei, pois, ó filhos da ressurreição, da Sua vida gloriosa, cada vez mais abundantemente, e a plenitude da vossa vida repelirá a intrusão do eu e do pecado, e vencerá o mal com o bem, e a vossa existência será, não a triste repressão da vossa própria luta, mas a maré crescente da vida espontânea, vitoriosa e eterna de Cristo.
Maio 20
“Não sois de vós mesmos” (1 Co 6:19).
Que privilégio podermos consagrar-nos a nós mesmos! Que misericórdia que Deus tome a nós, vermes indignos! Que descanso e conforto se ocultam nestas palavras: “Não pertenço a mim mesmo.” Não responsável pela minha salvação, não sobrecarregado pelos meus cuidados, não obrigado a viver para os meus interesses, mas inteiramente Dele; redimido, possuído, salvo, amado, guardado nos fortes e imutáveis braços do Seu amor eterno. Oh, o descanso do pecado, do eu e do cuidado corrosivo que a verdadeira consagração traz! Poder dar-lhe a nossa pobre e fraca vida, com as suas terríveis possibilidades e o seu total desamparo, e saber que Ele a aceitará, e terá alegria e orgulho em fazer dela as máximas possibilidades de bênção, poder e utilidade; dar tudo e, ao fazê-lo, descobrir que ganhamos tudo; estar de tal modo entregue a Ele, em inteira rendíção de si mesmo, que Ele fica obrigado a cuidar de nós como de Si mesmo. Estamos pondo-nos nas mãos de um Pai amoroso, mais solícito pelo nosso bem do que nós podemos ser, e desejando apenas que estejamos plenamente submissos a Ele, para que fique mais livre para nos abençoar.
Maio 21
“Viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14:23).
A Bíblia sempre apresentou duas grandes promessas a respeito de Cristo. Primeira: Eu virei a vós; e, segunda: Eu virei para dentro de vós. Por quatro mil anos o mundo aguardou o cumprimento da primeira. A outra é o segredo que, diz Paulo, esteve oculto desde os séculos e as gerações, mas que agora foi manifesto aos Seus santos, a saber: Cristo em vós, a esperança da glória. Esta é uma revelação de Deus tão grande quanto a encarnação de Jesus, pois torna você semelhante a Cristo, tão livre do pecado quanto Ele. Se Cristo está em você, quais serão as consequências? Ora, Ele o porá inteiramente de lado. O eu que há em você desaparecerá. Você dirá: “Já não eu, mas Cristo.” Cristo assume as suas batalhas por você. Cristo se torna pureza, graça e força em você. Você não tenta alcançar estas coisas, mas sabe que já as obteve Nele. É um glorioso descanso com o Mestre. Jesus não diz: “Agora temos de dar fruto, temos de orar muito, temos de fazer isto ou aquilo.” Não há nisso nenhuma imposição, exceto que devemos permanecer Nele. Esse é o centro de toda alegria e de todo socorro.
Maio 22
“Combate o bom combate da fé” (1 Tm 6:12).
Oh, amados, como deve Deus sentir-se a nosso respeito, depois de nos ter dado o sangue do Seu coração, posto tantas vantagens em nosso caminho, gastado sobre nós tanta graça e cuidado, se viéssemos a decepcioná-lo. Isso faz o espírito clamar: “Quem é suficiente para estas coisas?” Cada vez mais posso ver diante de mim o tempo em que você e eu estaremos naquela outra praia e olharemos para trás, para os anos que se passaram, estes poucos e breves anos do tempo. Oh, que possamos lançar-nos aos pés de Jesus e dizer: “Muitas vezes vacilamos; muitas duras batalhas vieram, mas Tu me guardaste e me sustentaste; graças a Deus, que me deu a vitória por meio do Senhor Jesus Cristo.” Dos campos de batalha da Península, uma pequena banda de veteranos saiu, e a cada um deles foi dada uma medalha com os nomes de todas as suas batalhas de um lado, e do outro lado esta pequena frase: “Eu estive lá.” Oh, quando chegar aquela hora, que seja um pensamento alegre, muito alegre, olhar para trás, para as provações e os sacrifícios destes dias, e recordar: “Eu estive lá, e, pela ajuda de Deus e pela graça de Jesus, estou aqui.”
Maio 23
“A plenitude da bênção do evangelho de Cristo” (Rm 15:29).
Muitos cristãos não veem estas bênçãos como estão centradas Nele. Querem obter a bênção da salvação, mas isso não é o Cristo. Querem obter a bênção da Sua graça que socorre, mas isso não é Ele. Querem receber Dele oração respondida para trabalhar por Ele. Você poderia ter tudo isso e não ter a bênção do próprio Cristo. Muiíssima gente está antes apegada ao sistema de doutrina. Dizem: “Sim, tenho a verdade; sou ortodoxo.” Isso não é o Cristo. Pode ser a estátua fria na fonte, com a água a passar-lhe pelas mãos e lábios frios, mas sem vida ali. Muita outra gente quer obter a bênção da alegria, mas isso não é a bênção de Cristo pessoalmente. Muita gente está mais apegada à sua igreja e ao seu pastor, ou a queridos amigos cristãos, mas isso não é o Cristo. A bênção que, sozinha, encherá o seu coração quando tudo o mais faltar é o amoroso coração de Jesus unido a você, a fonte de todas as suas bênçãos e a que não falha quando todas as demais murcham e se esgotam—o próprio Jesus Cristo.
Maio 24
“Onde está o caminho para a morada da luz?” (Jó 38:19).
As joias, em si mesmas, não têm valor, a menos que sejam postas em contato com a luz. Se colocadas em certas posições, refletirão a beleza do sol. De outro modo, não há beleza nelas. O diamante que está lá atrás, na sua galeria escura, ou lá embaixo, na mina profunda, não mostra beleza alguma. Que é ele senão um pedaço de carvão, um bocado de carbono comum, a menos que se torne um meio para refletir a luz? E assim é também com as demais pedras preciosas. Os seus variados tons nada são sem a luz. Se têm muitas faces, refletem mais luz e mostram mais beleza. Se você puser vidro imitando joia ao lado de um diamante, não há brilho nele. Em seu estado bruto, ele não reflete luz alguma. Assim estamos nós em estado bruto, e de nada servimos até que Deus venha e resplandeça sobre nós. A luz que há num diamante não é posse dele; é a beleza do sol. Que beleza há no filho de Deus? Apenas a beleza de Jesus. Somos o Seu povo peculiar, escolhidos para manifestar as excelências daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Reflitamos hoje a Sua luz e o Seu amor.
Maio 25
“Para o conhecer” (Fp 3:10).
Melhor conhecer o próprio Jesus do que conhecer a verdade a respeito Dele, quanto às coisas profundas de Deus, tais como são reveladas pelo Espírito Santo. Era este o grande desejo de Paulo: “Para o conhecer”—não a Seu respeito, não os mistérios do mundo maravilhoso, dos mais profundos e elevados ensinos de Deus, mas entrar no Santo dos Santos, onde Cristo está, onde o Shekinah resplandece e torna o lugar glorioso com a santidade de Deus, e então penetrar no segredo do próprio Senhor. Foi por isso que Jacó lutou em Peniel, quando rogou a Deus: “Dize-me o teu nome.” Ele nos disse o Seu nome, dando-nos “a luz do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” Esse é o segredo. É o próprio Senhor, e nada mais; é o conhecimento de Deus; é conhecer Jesus Cristo como não conhecemos ninguém mais; é poder dizer, não apenas “Creio Nele”, mas “Eu O conheço”; não a Seu respeito, mas Eu O conheço. Esse é o segredo, acima de todos os outros, que Deus quer que tenhamos; é a Sua provisão para glória e poder, e é dado gratuitamente ao buscador de coração íntegro.
Maio 26
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, em tudo, pela oração e súplica, com ação de graças, sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus” (Fp 4:6).
Confiar significa entregar, depositar inteiramente em outro. Assim, se dermos a Ele as nossas provações, Ele as carregará. Se andarmos em retidão, Ele nos levará através de tudo. “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” Há ali duas mãos—a mão de Deus a nos comprimir, humilhando-nos, e depois a mão de Deus a nos erguer. Lançai sobre Ele todo o vosso cuidado, e então a Sua mão vos erguerá, vos exaltará a seu tempo. Há dois cuidados neste versículo—o vosso cuidado e o cuidado Dele. São diferentes no original. Um significa cuidado ansioso; o outro significa cuidado todo-poderoso. Lançai sobre Ele o vosso cuidado ansioso e tomai, em lugar dele, o Seu cuidado todo-poderoso. Não deis mais importância à aflição, mas crede que Ele é capaz de vos sustentar através dela. O governo está sobre os Seus ombros. Crede que, se confiardes Nele e Lhe obedecerdes, e cumprirdes a Sua vontade, Ele cuidará dos vossos interesses. Simplesmente troquem de fardos. Tomai sobre vós o Seu jugo, e deixai que Ele cuide de vós.
Maio 27
“O principado está sobre os seus ombros” (Is 9:6).
Você não pode tornar o coração tranquilo interrompendo as suas batidas. A beladona fará isso, mas isso não é descanso. Deixe vir o fôlego da vida—a vida e a força de Deus—e haverá doce descanso. Os laços do lar e o afeto da família não o trarão. A libertação da aflição não o trará. Muitos corações provados têm dito: “Se apenas esta grande aflição se fosse, eu teria descanso.” Mas, assim que uma se vai, outra chega. O pobre cervo ferido na encosta da montanha pensa que, se apenas pudesse banhar-se no velho riacho da montanha, teria descanso. Mas a flecha está cravada em sua carne, e não há descanso para ele até que a ferida seja curada. Ela dói tanto no lago da montanha como na planície. Nunca teremos o descanso e a paz de Deus no coração até que tenhamos entregado tudo a Cristo—até mesmo o nosso trabalho—e creiamos que Ele tomou tudo, e que só nos resta ficar quietos e confiar. É necessário andar em santa obediência e deixar que Ele tenha o governo sobre os Seus ombros. Paulo disse isto: “Uma coisa faço.” Há uma só e estreita vereda para todos nós—a vontade e a obra de Cristo para nós.
Maio 28
“Humilhou-se a si mesmo” (Fp 2:8).
Uma das coisas mais difíceis para uma natureza elevada e superior é estar sob autoridade, renunciar à própria vontade e tomar um lugar de sujeição. Mas Cristo tomou sobre Si a forma de servo, abriu mão da Sua independência, do Seu direito de agradar a Si mesmo, da Sua liberdade de escolha, e, depois de, por eras eternas, ter conhecido apenas o mandar, entregou-Se somente a obedecer. Já vi ocasionalmente o homem que outrora foi um rico empregador tornar-se um caixeiro na mesma loja. Não era uma posição fácil nem graciosa, garanto-lhe. Mas Jesus foi um servo tão perfeito que o Seu Pai disse: “Eis o meu servo, em quem a minha alma se compraz.” Por toda a Sua vida, o Seu lema foi: “O Filho do Homem veio para servir.” “Eu estou entre vós como aquele que serve.” “Nada posso fazer de mim mesmo.” “Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Você, amado, aprendeu o lugar do servo?
E, ainda uma vez: “Foi obediente até à morte, e morte de cruz.” A Sua vida foi toda um morrer, e por fim Ele entregou tudo à morte, e também à ignomínia, à morte de crucificação. Este último foi a consumação do Seu amor.
Maio 29
“O corpo é para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1 Co 6:13).
Ora, assim como foi o próprio Cristo quem nos justificou, e o próprio Cristo que se fez para nós santificação, assim também é somente pela união pessoal com Ele que podemos receber esta vida e redenção físicas. Não se trata, de fato, de um toque de poder sobre o nosso corpo, que o restaura e depois o deixa aos meros recursos da força e da vida natural para o futuro; mas é a união vital e real do nosso corpo mortal com o corpo ressuscitado do nosso Senhor Jesus Cristo, de modo que a Sua própria vida entra no nosso arcabouço, e Ele mesmo se faz para nós força, saúde e plena redenção física.
Ele está vivo para todo o sempre e condescende em habitar nestas casas de barro. Aqueles que assim O recebem podem conhecê-lo como jamais O conhecerá quem O exclui dos corpos que Ele fez para Si mesmo. Este é um dos profundos e preciosos mistérios do Evangelho. “O corpo é para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” “Não sabeis vós que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, o qual pertence a Deus.” (R. V.)
Maio 30
“Porei dentro de vós o meu Espírito” (Ez 36:27).
“Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos.” “Porei o meu temor no vosso coração, para que nunca vos aparteis de mim.” Oh, amigo, não seria isso bendito? Não seria isso um tal descanso para você, todo esgotado nesta luta com a sua própria força? Você não quer um homem forte para vencer o homem forte do eu e do pecado? Não quer um líder? Não quer que o próprio Deus esteja com você, seja o seu ocupante? Você não quer descanso? Não está consciente desta necessidade? Oh, este sentimento de ser rechacado, de ansiar, de querer, mas não conseguir. É isso o que Ele vem fazer: “Recebereis poder, quando o Espírito Santo descer sobre vós.” Melhor ainda: “Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós.” Essa é a versão verdadeira, e é, na realidade, imensamente diferente da outra. Você não receberá poder para si mesmo, de modo que as pessoas digam: “Quanto poder aquele homem tem! Você não terá poder algum, mas receberá o poder do Espírito Santo que desce sobre você, sendo Dele o poder, e é só isso.”
Maio 31
“Todo aquele que se humilhar como este menino” (Mt 18:4).
Você nunca terá um coração humilde até que ele nasça do alto, do coração de Cristo. Pois o homem perdeu a sua própria humanidade e, ai! muitas vezes tem um coração de demônio. Deus quer que nós, como cristãos, sejamos simples, humanos, acessíveis e semelhantes a crianças. Os cristãos que melhor conhecemos e amamos, e que estão mais perto do Senhor, são os mais simples. Sempre que nos tornamos afetados, só servimos para uma galeria de quadros e só somos bons sobre um pedestal; mas, se vamos viver entre os homens e amá-los e salvá-los, precisamos ser acessíveis e humanos. Toda rigidez é apenas outra forma de autoconsciência. Peça a Cristo um coração humano, um sorriso que seja tão natural como o do seu filhinho na sua presença. Oh, quanto Cristo fez com pequenos toques! Ele jamais teria alcançado a mulher de Samaria se tivesse vindo a ela como o profeta. Ele se sentou, um homem cansado, e disse: “Dá-me de beber.” E assim, por toda a Sua vida, foi a Sua simples humanidade e o Seu amor que O levaram aos outros, e levaram os outros a Ele e à Sua grande salvação.
Capítulo 5 concluído
Maio