Capítulo 24 · 3 min de leitura · 3 min de escuta
Dia 23 — O Filho que Fugiu de Casa
“Ele se levantou e foi para seu pai. Mas, estando ele ainda longe, seu pai o viu e, movido de íntima compaixão, correu, lançou-se ao seu pescoço e o beijou.”
— Lucas 15:20
Pouco depois da história da ovelha perdida, Jesus contou outra história, sobre um pai e seus dois filhos.
O filho mais novo estava cansado de morar em casa. Ele foi até o pai e disse: “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.” Em outras palavras: Quero a minha parte do seu dinheiro agora. Não quero esperar até você morrer. Foi uma coisa terrivelmente grosseira e dolorosa de se dizer.
Mas o pai lhe deu o dinheiro. O filho fez as malas, mudou-se para um país distante e gastou até o último centavo “vivendo de forma dissoluta”. Festas, diversão, tudo o que ele queria.
Então o dinheiro acabou. Ao mesmo tempo, veio uma fome terrível sobre aquela terra, e a comida ficou escassa. O filho ficou tão desesperado que arrumou um emprego cuidando de porcos, e estava com tanta fome que até a comida dos porcos parecia gostosa.
Por fim, ele “caiu em si”. Ele pensou: Os empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morrendo de fome! Vou voltar para casa e dizer: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados.”
Então ele começou a longa caminhada de volta para casa. E aqui vem a parte mais incrível da história. “Mas, estando ele ainda longe, seu pai o viu.” O pai devia ficar olhando a estrada, dia após dia, na esperança de que o filho voltasse para casa.
E, quando o viu, o pai correu. Naquele tempo, homens mais velhos não corriam. Não era digno. Mas esse pai não se importou. Ele correu até o filho, abraçou o filho e o beijou, antes mesmo que o filho conseguisse terminar o seu discurso.
Depois, o pai deu uma festa! Ele deu ao filho a melhor veste, um anel e sandálias novas, pois “este meu filho estava morto e voltou à vida. Ele estava perdido e foi achado.”
Jesus estava nos mostrando como Deus é. Não importa o quanto você tenha se afastado, não importa o que você tenha feito, Deus está olhando a estrada esperando por você. Quando você volta para Ele, Ele não obriga você a merecer o caminho de volta. Ele corre ao seu encontro.
Pense nisso: O filho esperava ser tratado como um empregado, mas o pai o recebeu como filho. O que isso mostra para você sobre Deus?
Experimente: Se existe alguma coisa que você fez e vem escondendo de Deus, conte a Ele hoje. Ele está correndo ao seu encontro.
Querido Pai, obrigado porque tu és como o pai da história de Jesus. Obrigado porque, não importa o quanto eu me afaste, tu estás esperando por mim e corres para me receber em casa. Perdão pelas vezes em que eu segui o meu próprio caminho. Obrigado por me amar. Em nome de Jesus, amém.
Capítulo 24 concluído
Dia 23 — O Filho que Fugiu de Casa