Capítulo 4 · 2 min de leitura · 3 min de escuta
Uma Terra Chamada Calabar
“Mesmo que o meu pai e a minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.” — do Salmo 27
Em setembro de 1876, o Ethiopia subiu um rio largo e barrento, cheio de manguezais nas margens, e Mary chegou a Calabar. As cidades de lá eram governadas pelo seu próprio povo, os efiks.
Mary aprendeu a língua efik de ouvido, com o povo, mais do que pelos livros. Com o tempo, os visitantes diziam que ela falava efik melhor do que muitos efiks!
No começo, ela morou com um casal de missionários mais velhos, que todo mundo chamava de Papai e Mamãe Anderson. Uma das tarefas de Mary era tocar o sino para a oração da manhã, antes do sol nascer. Uma vez, ela acordou com o quarto cheio de luz, saiu correndo e tocou o sino, e só depois descobriu que era a lua! Quando ela se atrasava para as refeições e era mandada para a cama sem jantar, o Papai Anderson levava escondido para ela biscoitos e bananas.
Depois de uma visita à sua terra, Mary ficou responsável por um lugar chamado Old Town. Ali ela encontrou o costume que se tornaria a grande causa da sua vida. As pessoas acreditavam que gêmeos traziam uma coisa terrível. Os bebês gêmeos eram mortos e deixados no mato, e a mãe deles era expulsa para viver sozinha. Os governantes efiks já tinham concordado em proibir isso antes de Mary chegar, e outros missionários vinham salvando gêmeos fazia anos. Mas o medo antigo era forte, e o costume continuava em segredo.
Mary salvou um par de gêmeos, um menino e uma menina. Enquanto ela estava fora, uns parentes vieram e levaram o menino por meio de um truque, e ele foi morto. Mary ficou de coração partido, e decidiu que a menina ia viver. Em 1883, quando Mary estava tão doente que precisou ser carregada para o navio de volta para casa, ela levou a bebê para a Escócia. O nome da menininha era Atim Eso. Na Escócia, ela foi batizada como Janie.
Muitas pessoas achavam que Janie não devia viver. Mas Deus mandou Mary para acolhê-la e amá-la. Deus nunca se esquece de nenhuma criança, nem mesmo daquela que todo mundo rejeita.
Querido Deus, obrigado porque tu nunca te esqueces de mim. Por favor, cuida das crianças que não têm ninguém para amá-las, e me ajuda a ser bondoso com elas. Amém.
Conversem juntos
Façam primeiro as perguntas; depois toquem numa para ver uma nota para os adultos.
Que confusão engraçada Mary fez com o sino da manhã?
Ela acordou com o quarto cheio de luz e tocou o sino para a oração da manhã, mas era só a lua!
Por que os bebês gêmeos corriam perigo em Calabar?
As pessoas acreditavam que o nascimento de gêmeos queria dizer que uma coisa terrível tinha acontecido, então os bebês eram mortos e a mãe deles era expulsa, mesmo que os governantes tivessem concordado em proibir isso.
Como você pode ser bondoso com alguém que está sendo deixado de lado?
Qualquer resposta sincera é boa aqui. A ideia do capítulo é que Deus nunca se esquece de nenhuma criança, e ele quer que a gente cuide das pessoas que os outros rejeitam, assim como Mary acolheu a bebê Janie.
Capítulo 4 concluído
Uma Terra Chamada Calabar