Capítulo 2 · 6 min de leitura
O poderoso ministério da oração
"Orai sem cessar." 1 Tessalonicenses 5:17 De todas as obras que a mulher cristã pode realizar, nenhuma é mais poderosa do que a oração. Uma mulher de joelhos pode mudar a história. Pode derrubar as fortalezas do inimigo. Pode mover a mão de Deus para curar, para salvar, para prover e para proteger. Reinos se ergueram e caíram por causa de mulheres que oravam. Famílias inteiras foram levadas a Cristo pelas orações fiéis e escondidas de uma mãe ou de uma avó. Nunca pense na oração como um trabalho pequeno.
A Bíblia nos dá instruções claras acerca da oração. Devemos orar sem cessar. Devemos orar pelos nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem. Devemos orar pelos reis e por todos os que estão em autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e serena. Devemos orar uns pelos outros, para que sejamos curados.
Devemos orar em secreto, e o nosso Pai, que vê em secreto, nos recompensará publicamente. Devemos orar com fé, sem duvidar. Devemos orar em nome de Jesus. E devemos orar no poder do Espírito Santo.
Deixe-me apresentar-lhe Ana. A história dela está em 1 Samuel, capítulo um. Ana era casada com um homem chamado Elcana, mas não conseguia ter filhos. Naquela cultura, isso era grande vergonha e grande tristeza. A outra esposa, Penina, zombava dela por causa disso. Ano após ano, Ana subia ao tabernáculo do Senhor em Siló, e ano após ano chorava. Certo dia, a sua oração mudou tudo. Ela entrou na casa do Senhor e derramou o seu coração. Orou tão profundamente que os seus lábios se moviam sem que saísse som algum. O sacerdote Eli pensou que ela estivesse embriagada, mas ela não estava embriagada de vinho — estava embriagada de dor e de um desejo desesperado de que Deus a ouvisse. Ela fez um voto: se Deus lhe desse um filho, ela o dedicaria ao Senhor por todos os dias da vida dele.
Deus ouviu Ana. Ela concebeu e deu à luz Samuel. E Samuel cresceu para se tornar um dos maiores profetas da história de Israel. Ele ungiu o rei Davi, o homem segundo o coração de Deus, de cuja descendência veio Jesus, o Messias. Pense nisso, minha irmã.
Toda a linhagem do rei Davi, que conduziu ao nascimento do nosso Salvador, veio pela oração respondida de uma mulher que chorava. Nunca despreze as suas lágrimas diante do Senhor.
Havia também Ana, a profetisa, em Lucas capítulo dois. Era uma mulher idosa, viúva havia mais de sessenta anos quando a encontramos. A Escritura diz que ela não se afastava do templo, mas servia a Deus com jejuns e orações, noite e dia. Quando Maria e José levaram o menino Jesus ao templo, Ana o viu, reconheceu quem Ele era e deu graças. Os seus anos de oração a prepararam para reconhecer o Messias no instante em que Ele chegou. A oração treina os seus olhos para ver o que os outros não conseguem ver.
O próprio Senhor Jesus nos ensinou a orar. Ensinou-nos a começar com adoração — "Santificado seja o teu nome." Ensinou-nos a orar pela vontade de Deus — "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade." Ensinou-nos a pedir o que precisamos a cada dia — "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje." Ensinou-nos a buscar o perdão e a perdoar os outros. Ensinou-nos a pedir proteção contra a tentação e livramento do mal. Cada vez que você reza o Pai-Nosso, está orando uma oração que o próprio Jesus nos entregou.
Na história da Igreja talvez não haja mãe intercessora mais famosa do que Mônica. Ela era mãe de Agostinho, que se tornou um dos maiores mestres que a Igreja já conheceu.
Mas, antes de Agostinho se tornar um homem de Deus, ele foi um rebelde. Corria atrás dos prazeres do mundo, seguia falsos mestres, partia o coração da mãe vez após vez. Mônica orou por ele durante muitos anos — alguns dizem que quase trinta. Chorou por ele. Seguiu-o do norte da África até a Itália. Não desistiu. Certo dia, Agostinho ouviu a voz de uma criança dizendo: "Toma e lê, toma e lê." Ele abriu as Escrituras, leu uma passagem de Romanos e entregou a sua vida a Cristo. Mais tarde escreveu que devia a sua salvação às lágrimas da mãe. Minha irmã, se você está orando por um filho ou uma filha desviada, ou por um marido que ainda não conhece o Senhor, não desista. Mônica orou por trinta anos. As suas orações não são desperdiçadas.
Mais perto do nosso tempo e do nosso lugar, o Avivamento da África Oriental, dos anos 1930 e das décadas seguintes, nasceu em oração. Nas colinas de Ruanda, em Uganda, no Quênia, pequenos grupos de cristãos começaram a se reunir e a orar com grande fervor. Confessavam os seus pecados uns aos outros. Andavam na luz. E o Espírito de Deus desceu sobre eles. O avivamento se espalhou para a Tanzânia, para o Congo e para o mundo inteiro. As mulheres tiveram um papel central nesse movimento. Oravam em suas casas, testemunhavam nos mercados, formavam comunhões que ainda existem hoje. O fogo daquele avivamento desceu porque mulheres e homens estiveram dispostos a orar.
Como, então, desenvolver uma vida de oração? Permita-me sugerir alguns passos simples. Primeiro, escolha um horário.
No começo não precisa ser um tempo longo. Cinco minutos de manhã cedo, antes de as crianças acordarem, já é um bom início. À medida que a sua vida de oração crescer, você desejará mais tempo com o Senhor, não menos.
Segundo, escolha um lugar. Jesus disse para entrarmos no nosso quarto, isto é, num lugar reservado. Talvez seja um canto do quarto, um banco debaixo de uma árvore ou um ponto da horta. Terceiro, use uma estrutura simples.
Você pode começar com ações de graças, depois a confissão de pecados, depois a intercessão pelos outros e, por fim, os seus próprios pedidos. Quarto, ore as Escrituras. Abra a sua Bíblia nos Salmos ou nas orações de Paulo em Efésios ou Colossenses e devolva-as a Deus em oração. Quinto, mantenha uma lista de oração. Escreva os nomes do seu marido, dos seus filhos, do seu pastor, dos seus vizinhos, do seu presidente, dos missionários, dos perdidos. Ore por essa lista com regularidade. Sexto, ore ao longo do dia. Enquanto cozinha, enquanto lava, enquanto caminha para a roça, eleve o seu coração ao Senhor.
Não se desanime quando não vir respostas imediatas. O tempo de Deus não é o nosso tempo.
Às vezes Ele responde no instante em que pedimos. Às vezes Ele espera. Às vezes responde de maneiras que não esperávamos. Mas Ele sempre ouve. Muito pode a oração de uma mulher justa.
Uma oração Senhor Jesus, ensina-me a orar. Confesso que muitas vezes estou ocupada demais, distraída demais, cansada demais para vir diante do teu trono. Perdoa-me. Traz-me de volta ao lugar secreto. Dá-me o coração de Ana, que derramou a sua alma diante de ti. Dá-me a fé de Ana, a profetisa, que vigiou e esperou pelo Messias. Faz de mim uma mulher de oração, para que a minha família, a minha igreja, a minha nação e a minha geração sejam abençoadas porque eu dobrei os joelhos diante de ti. Em teu poderoso nome eu oro, amém.